6 dicas para não errar na hora de dar feedback no trabalho

feedback no trabalho

Ao longo do expediente, é importante que os colaboradores (e as equipes) identifiquem seus pontos fortes e fracos, saibam como eliminar falhas e otimizar suas habilidades, de modo que consigam progredir. Para tanto, precisamos falar em feedback no trabalho.

Pense no feedback como um retorno de informação. Pode ser um elogio ou uma crítica construtiva, talvez um misto dos dois. Para executá-lo com êxito, é necessário trabalhar de forma acertada, transparente e empática, além de saber ouvir seus talentos.

Sabemos que o assunto é importante, então criamos um artigo para você entender o que é feedback, qual sua importância e como acertar na execução.

Confira!

O que é feedback e qual sua importância?

O feedback é uma importante ferramenta para liderança de pessoas e equipes. Seu nome vem do inglês feed (alimentar) e back (de volta) — consiste, então, em um efeito retroativo, orientando os profissionais sobre erros, acertos, forças e fraquezas, entre outras coisas.

Existem muitos benefícios ligados ao assunto. Por exemplo, o bom feedback permite que os profissionais conheçam seus pontos de melhoria, mesmo aqueles aparentemente “cegos”, e trabalhem para desenvolve-los. A seguir, apresentamos outras vantagens:

  • melhora a orientação dos profissionais e das equipes;
  • mostra que a força de trabalho é acompanhada;
  • revela pontos imperceptíveis (“cegos”) aos próprios talentos;
  • subsidia uma gestão de pessoas mais transparente;
  • estimula o desenvolvimento humano e organizacional;
  • aumenta as chances de reconhecimento das boas práticas.

No entanto, precisamos deixar claro que tais benefícios só podem ser alcançados com um feedback bem estruturado e executado. Quando o retorno de informação é mal construído, pode soar como uma crítica vazia, gerar insatisfação das equipes e aumentar o turnover.

Quais as 6 práticas para fornecer feedback no trabalho?

O feedback não deve ser um evento isolado, feito uma vez ao ano. Na verdade, deve fazer parte da cultura organizacional, de forma que os profissionais esperem por orientações do líder imediato ou do RH. Alguns atributos, como consistência e assertividade, aumentam as chances de acerto. Neste tópico, pontuamos 6 boas práticas para feedbacks.

Acompanhe!

1. Tenha informações bem embasadas

Um primeiro passo é buscar mais embasamento. Significa que você deve coletar dados e informações que melhorem sua visão do colaborador e forneçam uma interpretação muito mais precisa das forças e das fraquezas. Sem isso, o feedback pode ser trivial ou até injusto.

Por exemplo, se um dos pontos do feedback é a falta de assiduidade do profissional, antes, busque seu histórico de faltas e atrasos. Boas informações podem ser obtidas em relatórios de RH, sobretudo avaliações de competências. Então, certifique-se de estar bem embasado.

2. Se posicione nitidamente e trabalhe com assertividade

O feedback é um momento importante, mas também delicado. Os profissionais podem sentir apreensão, até porque não sabem exatamente o que será discutido e como isso vai impactar suas carreiras. Portanto, nada de rodeios, seja direto e vá ao que interessa.

Aqui, a palavra-chave é: objetividade. Não gaste 1 hora para falar com os profissionais, nem seja prolixo nas explicações. Reserve alguns minutos, fale dos pontos fortes e fracos, diga o que pode ser melhorado e como. Assim, conseguirá ser mais claro e produtivo.

3. Equilibre eventuais críticas e elogios

Outro importante aspecto do feedback é o equilíbrio. Não se trata de uma reunião para simplesmente tecer críticas aos profissionais ou às equipes. Vai muito além! Por esse motivo, é importante saber equilibrar as coisas, fazer críticas construtivas e também elogiar.

Aqui, lembre-se de que a crítica não é um fim em si mesmo. Ela subsidia o crescimento, a melhoria dos profissionais e o aprendizado. Elogios, por sua vez, devem refletir a satisfação com os resultados atuais e o desejo de mantê-los, talvez até reforçá-los ao longo do tempo.

4. Oriente sobre as melhores práticas

Imagine o feedback como um tipo de guia. Seu objetivo é orientar profissionais, de modo que usem as críticas recebidas para melhorar e os elogios para reforçar as boas práticas no trabalho. Se isso não acontece, o retorno de informação é disfuncional.

Muitas coisas podem ser feitas para melhor orientar seus talentos. Por exemplo, faça um plano de ação que explique no que progredir, como e quando. Outra opção é reformular os programas de desenvolvimento, adotando treinamentos mais bem endereçados.

5. Tire um tempo para ouvir os profissionais

Por mais eloquente que você seja, o bom feedback não se resume a vários minutos de fala. Ou seja, não se trata de uma comunicação unidirecional. Também é preciso ouvir os colaboradores, entender suas principais queixas, limitações e dúvidas.

Portanto, ainda no planejamento do feedback, reserve alguns minutos para ouvir. Garanta que os profissionais tenham conforto, segurança e tempo para falar. Desse modo, poderão expor suas frustrações e tirar eventuais dúvidas, tornando o encontro mais proveitoso.

6. Crie um ambiente propício ao feedback

Nossa última dica não está ligada ao processo ou ao roteiro do feedback, mas ao ambiente. Pense no ambiente como o conjunto de condições, tangíveis ou não, que tornam o contexto mais acolhedor, confortável e propício. Sem isso, tem-se um clima de tensão.

Então, invista em duas coisas: i) uma cultura que valorize o feedback, encarando-o como um momento de aprendizado e crescimento; e ii) um local confortável, onde os talentos sintam mais abertura para falar e ouvir. Com isso, seus resultados serão superiores.

Quais erros não cometer na hora do feedback?

Agora que conhece as melhores práticas, vejamos alguns erros que podem atrapalhar seus resultados. Tais erros podem acontecer em diferentes etapas, como no planejamento e/ou no controle dos resultados, então é importante estar atento. Veja:

  • dissociar o feedback do aprendizado e do crescimento conjunto;
  • não ter frequência, transformando o feedback em algo eventual e trivial;
  • não pensar no ambiente, inclusive na cultura e no clima de trabalho;
  • deixar muita coisa em aberto, sem metas ou planos para melhoria;
  • não monitorar o desenvolvimento humano ao longo do tempo;
  • fornecer feedbacks apenas em ocasiões de desligamento (demissão).

O ideal é visualizar o seu feedback como algo que pode refinado continuamente, de maneira que você identifique eventuais falhas e trabalhe para corrigi-las.

Bom, agora você está por dentro do tema, sabe como dar feedback no trabalho e qual sua importância. Lembre-se de buscar embasamento, evitar rodeios, equilibrar as coisas e orientar os próximos passos, bem como ouvir os talentos e criar um ambiente propício. Eventuais erros devem ser identificados e corrigidos, garantindo que refine seu feedback.

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