O guia completo sobre saúde mental no trabalho

Atualmente, muito se fala em saúde mental no trabalho, visto que houve um significativo aumento da competitividade no mercado. Isso se deve a fatores como o crescimento demográfico, a forte presença da tecnologia na vida moderna e as mudanças no comportamento de consumo diante da transformação digital.

Basicamente, o trabalhador moderno vive em um cenário no qual, todos os dias, é cobrado para que seus resultados sejam cada vez melhores. Ao mesmo tempo que é bombardeado com informações que o deixam apreensivo sobre sua estabilidade profissional, como incertezas políticas e socioeconômicas.

Em meio a uma rotina tão estressante, é comum que os efeitos negativos comecem a se apresentar, gerando impactos internos e externos nas empresas. Por isso, preparamos este conteúdo para que você entenda o que é a saúde mental no trabalho, quais os fatores de risco, por que é importante cuidar dessa questão, entre outros pontos cruciais sobre o assunto.

Continue a leitura para conferir!

O que é saúde mental no trabalho?

Saúde mental é o termo que abrange a qualidade de vida em termos emocionais e cognitivos ou, ainda, a ausência de uma doença psicológica. Indivíduos que são considerados mentalmente saudáveis têm mais facilidade para enfrentar as adversidades do cotidiano, além de terem maior controle sobre suas ações e emoções, evitando riscos para sua saúde e integridade física.

Dito isso, podemos afirmar que uma pessoa com a saúde mental devidamente cuidada consegue lidar melhor com suas relações pessoais e profissionais, ou seja, consegue ser mais resiliente, criativa e produtiva.

Quando se fala em saúde mental no trabalho, é importante lembrar de que o ambiente organizacional pode ser muito estressante para a maioria dos colaboradores. Afinal, os profissionais são impactados por questões diárias como relações mal resolvidas com gestores e colegas de trabalho, cobranças por resultados e, até mesmo, pressão exercida pela família ou por si para alcançar cada vez mais sucesso em sua área.

Portanto, a saúde mental no trabalho abrange cuidados para que os indivíduos não cheguem aos níveis prejudiciais de competitividade. Embora a boa competição seja encorajadora e saudável, quando ocorrem exageros, os resultados alcançados podem ser muito contrários aos esperados.

Por que é importante cuidar da saúde mental do colaborador?

Não é novidade que o desempenho profissional e a produtividade no trabalho são aspectos cruciais para a consolidação e o sucesso de uma empresa em seu segmento de atuação no mercado, concorda?

Isso significa que o contato com agentes que afetem negativamente o equilíbrio emocional e a estrutura psicológica dos colaboradores pode comprometer os resultados da organização, pois geram reações negativas, como:

  • ruídos de comunicação entre os colegas de trabalho;
  • dificuldade de engajamento com as causas e os objetivos da empresa;
  • capacidade física e funcionamento diário afetado.

Sendo assim, é correto afirmar que a importância de cuidar da saúde mental no trabalho está no fato de que se a equipe interna é comprometida, com o decorrer do tempo, a tendência é que as consequências comecem a ser notadas em diversos departamentos e áreas da empresa.

Além disso, é importante mencionar que as doenças mentais mais comuns em ambientes de trabalho, como a ansiedade e a depressão, estão diretamente relacionadas à perda da produtividade e aos motivos de afastamento ocupacional. Para você ter uma ideia, a depressão afeta a capacidade de um indivíduo em completar tarefas cotidianas básicas, reduzindo o desempenho cognitivo.

Por essas razões, cada vez mais empresas têm investido na saúde mental no trabalho. Não apenas nos momentos de crise, mas também preventivamente, visto que as doenças desencadeadas contribuem para o aumento do turnover, do absenteísmo e da sinistralidade.

Resumindo, com a saúde mental no trabalho em dia, o profissional consegue aplicar todas as suas competências e habilidades (soft e hard skills) de maneira mais produtiva. Ainda, isso contribui para ele ter a capacidade emocional necessária para suportar todas as situações de estresse que integram o exercício de sua profissão.

Quais os fatores de risco para a saúde mental no trabalho?

Para evitar que seus colaboradores adoeçam com o tempo, é muito importante que as empresas estejam atentas aos fatores de risco presentes no ambiente organizacional. Essa é uma maneira de prevenir a incidência de problemas de saúde mental no trabalho.

Veja a seguir alguns desses fatores:

  • falta de liderança nas relações entre colegas de trabalho;
  • sobrecarga de trabalho;
  • exigências obscuras e organizações sem ética;
  • falta de uma gestão humanizada;
  • abuso psicológico de funcionários;
  • jornada de trabalho alta e pouco ou nada flexível;
  • falta ou má qualidade das políticas de saúde e segurança do trabalho;
  • precarização do ambiente de trabalho;
  • participação limitada na tomada de decisões que impactam diretamente na qualidade de vida dos colaboradores;
  • falta de políticas de inclusão social.

É fundamental que o departamento de Recursos Humanos acompanhe de perto cada um desses fatores, visto que são agentes cruciais no desenvolvimento de transtornos psicológicos nos colaboradores.

Qual o impacto da saúde mental no desempenho do funcionário?

Como você pôde entender até aqui, a saúde mental no ambiente de trabalho é um assunto cada vez mais discutido nas organizações modernas. Principalmente, em empresas que compreendem a importância da humanização organizacional não apenas para os resultados internos, mas como ela afeta a imagem da empresa diante da sociedade.

Agora, mostraremos alguns dos impactos diretos e indiretos pertinentes à ausência de boas políticas de saúde mental no trabalho.

Confira a seguir!

Desmotivação com o trabalho

Quando a saúde mental no trabalho é negativamente impactada pelos agentes de risco, ocorre a desmotivação profissional, desencadeando uma série de consequências. Conflitos com outros membros do time, metas inatingíveis e falta de reconhecimento pela liderança da empresa são apenas alguns exemplos de causas que desmotivam o colaborador a continuar na organização.

Entre os efeitos gerados pela desmotivação no trabalho, podemos citar:

  • redução da produtividade operacional;
  • aumento do absenteísmo (faltas e atrasos constantes);
  • aumento do índice de turnover;
  • dificuldade de trabalhar em grupo;
  • preocupação exclusiva com o salário;
  • perda de talentos do mercado para a concorrência;
  • dificuldade para gerar engajamento entre os membros da equipe;
  • falta de disponibilidade para novas tarefas.

Cabe aos gestores e profissionais do departamento de Recursos Humanos usarem as melhores estratégias de gestão de pessoas, com a finalidade de prevenir os transtornos mentais e promover o bem-estar emocional dos colaboradores.

Nesse sentido, o psicólogo da empresa tem o importante papel de auxiliar na prevenção e no tratamento da saúde mental dos funcionários. O profissional que enfrentar dificuldades deve se sentir mais acolhido possível pela organização, que, por sua vez, deve ouvi-lo sem cobranças ou represálias.

Estresse

De acordo com um levantamento de dados feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 70% dos trabalhadores, no Brasil, estão estressados. Entre as principais causas apontadas estão os agentes de risco que afetam a saúde mental no trabalho e a alta competitividade no ambiente organizacional. Ou seja, o estresse é considerado um dos maiores males que atingem o trabalhador brasileiro.

De forma simplificada, o estresse laboral nada mais é que uma resposta do organismo às pressões cotidianas e as ameaças presentes nas empresas. Quando essas questões não são tratadas, acabam por ocasionar uma série de outros problemas de saúde, como:

  • gastrite;
  • pressão alta;
  • ansiedade;
  • doenças cardiovasculares;
  • depressão;
  • perda de cabelo;
  • insônia;
  • enxaqueca;
  • baixa imunidade;
  • alergias;
  • alterações gastrointestinais;
  • tensão muscular;
  • irritabilidade;
  • problemas de concentração e de memória;
  • tontura;
  • angústia;
  • impaciência;
  • nervosismo e preocupação em excesso;
  • dificuldade para tomar decisões;
  • sensação de perda do controle.

Por ser uma doença mental silenciosa, muitas vezes, é difícil diagnosticar o estresse laboral com antecedência. Visto que o colaborador costuma manifestar sinais mais drásticos quando já está em seu limite.

Tanto o psicólogo quanto o psiquiatra são indicados para o tratamento. Contudo, também cabe aos gestores e ao RH tomar previdências para reduzir o estresse, como a melhoria do ambiente de trabalho, o equilíbrio das jornadas, a redução de conflitos entre colegas e líderes, além de proporcionar melhores oportunidades de crescimento dentro da organização.

Burnout

Também conhecido como esgotamento profissional, a Síndrome de Burnout é um dos transtornos emocionais relacionados à rotina laboral que mais tem se tornado comum nos tempos que vivemos, devido a fatores como a transformação digital, as mudanças no comportamento de consumo e o aumento da competitividade no mercado de trabalho.

Sua principal causa é o excesso de trabalho. Ou seja, a Síndrome de Burnout costuma ocorrer quando um trabalhador é sobrecarregado com tarefas muito desafiadoras e, por algum motivo, pode se sentir incapaz de concluí-las.

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Entre seus sintomas mais comuns, podemos citar:

  • cansaço excessivo, físico e mental;
  • alterações repentinas de humor;
  • insônia;
  • sentimentos de incompetência;
  • pressão alta;
  • alteração nos batimentos cardíacos;
  • dificuldades de concentração;
  • isolamento;
  • fadiga;
  • dores musculares;
  • sentimentos de derrota e desesperança;
  • dor de cabeça frequente;
  • alterações no apetite;
  • negatividade constante;
  • sentimentos de fracasso e insegurança;
  • problemas gastrointestinais.

Para que a Síndrome de Burnout seja diagnosticada, é preciso que o indivíduo passe pela avaliação de um profissional de saúde, sendo mais recomendado um psiquiatra, juntamente com um psicólogo. Basicamente, o tratamento é feito com psicoterapia, porém, em alguns, também abrange o uso de medicamentos, como ansiolíticos e antidepressivos.

Como melhorar a saúde mental no ambiente de trabalho?

Agora que você já sabe o que é saúde mental no trabalho, quais os agentes de risco que a comprometem e quais os problemas relacionados à sua ausência, mostraremos algumas estratégias e medidas que podem ser implementadas pela gestão de pessoas, a fim de tornar o ambiente organizacional mais saudável, acolhedor e produtivo.

Observar os sinais dos colaboradores

Dificilmente um colaborador, de um dia para o outro, acorda se sentindo insatisfeito com a forma como é visto e tratado pela empresa que atua e muda seu comportamento de forma drástica. O fato é que a saúde mental no trabalho é prejudicada com o decorrer do tempo, por meio do contato com situações estressantes que se somam dia após dia, até que o colaborador chegue ao seu limite.

Portanto, é imprescindível que tanto o departamento de Recursos Humanos quanto a liderança da empresa, e os demais profissionais responsáveis pela gestão de pessoas, acompanhem de perto o comportamento dos funcionários.

Alguns sinais discretos e não-intencionais dados pelos colaboradores podem mostrar que a empresa precisa urgentemente fazer mudanças radicais em suas políticas internas e humanizar o ambiente organizacional. Líderes maduros e preparados não levam esses sinais para o lado pessoal, mas compreendem o importante contexto por trás deles.

Criar um ambiente organizacional saudável

Um ambiente organizacional tóxico é a principal causa dos problemas de saúde mental no trabalho. Isso está diretamente relacionado tanto com a cultura da empresa quanto com a ausência do conforto material, para a execução das tarefas diárias.

Portanto, é fundamental que os gestores façam os ajustes necessários para que a organização se adéque a todos os critérios, a fim de garantir o bem-estar no trabalho. Por exemplo,

  • fornecimento de todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Coletivos (EPCs);
  • local ergonomicamente confortável;
  • temperatura adequada;
  • controle de luminosidade e ruídos;
  • decoração agradável;
  • ambiente hospitalar organizado e limpo;
  • espaços reservados para momentos de pausa e relaxamento;
  • todo material necessário para que o serviço seja feito com qualidade;
  • quantidade de horas efetivas proporcional à quantidade de tarefas diárias.

Desenvolver um programa de saúde mental

Para colher resultados satisfatórios, é importante que a empresa não aposte apenas em medidas isoladas. Gerar impactos significativos em todos os envolvidos é uma tarefa que exigirá esforços por parte da gestão, como a implementação de um programa de saúde mental com metas segmentadas.

Em primeiro lugar, a organização deve compreender qual é o perfil emocional predominante nas pessoas que integram a comunidade onde está inserida. Dessa forma, será mais fácil chegar a melhores práticas e decisões a serem tomadas em cada caso em particular, incluindo a coordenação de cuidados médicos e o apoio profissional especializado.

Nesse momento, é importante ressaltar que o uso de tecnologia pode ser altamente benéfico. Por exemplo, o departamento de RH pode usar ferramentas de autoavaliação, para determinar como está a saúde mental no trabalho, com questionários que podem ser preenchidos por cada trabalhador diretamente do computador ou dispositivo móvel.

Tendo esses dados em mãos, isto é, um relatório completo sobre o nível de saúde emocional dos funcionários, os gestores terão todas as informações que precisam para tomar medidas preventivas, reduzir o absenteísmo, elevar a produtividade e, claro, fazer o controle de agentes de risco em casos mais delicados.

Oriente os colaboradores a fazerem pausas

De acordo com uma pesquisa, uma das melhores maneiras de evitar acidentes ocupacionais e evitar erros que possam causar prejuízos é proporcionar aos trabalhadores momentos de intervalos após longos períodos de trabalho.

Essa prática é fundamental para evitar o esgotamento mental e os transtornos psicológicos provenientes de uma rotina laboral exaustiva. Isso se deve ao fato de que o estresse está intimamente ligado ao aparecimento de episódios depressivos, já que o organismo libera o hormônio cortisol de forma prolongada diante dessas circunstâncias.

Por isso, é muito importante que a empresa se certifique de não sobrecarregar seus funcionários, com a intenção de que eles concluam as tarefas mais rapidamente ou, ainda, como forma de estimular melhores resultados.

As pausas podem ser programadas de diversas maneiras, tendo como parâmetros fatores como a natureza da organização e o ritmo de produtividade esperado. O RH deve avaliar o que é mais indicado: adotar pequenas pausas de cinco a dez minutos, a cada uma ou duas horas, por exemplo, ou permitir que colaborador decida o momento que prefere descansar.

Estimular a prática de exercícios

Hoje, há um reconhecimento popular sobre o importante papel da prática de atividades físicas na manutenção da saúde mental e física, dentro e fora do trabalho. Afinal, os hábitos de saúde tendem a evoluir à medida em que a sociedade avança.

Isso significa que o estímulo da prática de exercícios, isto é, atividades direcionais às reais necessidades dos funcionários, é muito importante para que o ambiente organizacional seja mais produtivo, harmônico e saudável. Uma boa alternativa, nesse sentido, é contar com uma estratégia de coaching preventivo, que abranja os cuidados com a mente e com o corpo.

O uso de equipes multidisciplinares de saúde para trazer esse tipo de solução tem se tornado muito comum nas organizações modernas. A finalidade é educar os profissionais a respeito da importância de bons hábitos alimentares, prática de atividades físicas, manejo do estresse, entre outras questões.

Reconheça o trabalho e ofereça incentivos

Um dos fatores que está diretamente ligado à desmotivação dentro das empresas é a falta de reconhecimento pelo trabalho feito. Embora a remuneração financeira seja a maior preocupação de qualquer trabalhador, sentir que suas funções têm algum significado é crucial para que o indivíduo mantenha o foco em suas obrigações diárias.

Existem diversas maneiras de uma organização mostrar que reconhece os esforços de seu time de profissionais, seja por meio de bônus em dinheiro, premiações, folgas, brindes, confraternizações ou até mesmo elogios.

No entanto, a melhor maneira de mostrar reconhecimento é oferecer benefícios ligados à saúde mental no trabalho, como um bom plano de saúde aos funcionários e a presença de profissionais especializados dentro da organização. Assim, os colaboradores poderão cuidar de seu emocional e físico sem as preocupações de gastos adicionais, já que a questão financeira também é uma das causadoras dos transtornos mentais.

Dar feedbacks

Para ter uma compreensão mais ampla e precisa sobre o perfil de cada integrante da equipe, é essencial que a empresa tenha um canal de comunicação aberto para receber críticas e sugestões. O caminho mais prático para se obter informações claras a respeito dos fatores que comprometem a saúde mental no trabalho é justamente dar ouvidos aos funcionários.

A troca de feedbacks no ambiente corporativo permite que os responsáveis pela força de trabalho da empresa digam o que sentem e o que pode ser feito para otimizar, ou até mesmo mudar, os pontos que os incomodam.

Um verdadeiro líder não tem nenhuma dúvida de que o diálogo aberto e a comunicação sincera (sem receio de represálias) traz benefícios inestimáveis para o cotidiano da organização. Ao mesmo tempo que permite que situações atípicas e problemas rotineiros sejam analisados de perto.

Promova a saúde mental no trabalho

Por fim, mas não menos importante, é preciso que a organização invista em medidas para trazer melhorias significativas na qualidade de vida e no bem-estar dos profissionais. Existem diversas iniciativas para que a saúde mental seja promovida dentro da empresa. Além de proporcionar um ambiente saudável, é possível investir em benefícios, como ginástica laboral ou quick massage, para reduzir o estresse e renovar as energias dos funcionários.

Também, é importante fornecer momentos de relaxamento e descontração, como happy hours e dinâmicas, para que os membros da equipe se conheçam melhor. Esse tipo de atividade é indispensável, devido ao fato de que o trabalho em equipe e a sensação de pertencimento ao grupo têm grande representatividade na vida das pessoas.

Como você pôde conferir neste conteúdo, a saúde mental no trabalho é um assunto que tem sido colocado em pauta pela maioria das empresas que entenderam a importância da humanização nas relações entre empresa e funcionários. Mostramos como é crucial que haja um equilíbrio entre a cobrança por resultados, o desempenho almejado e os meios oferecidos para que a manutenção emocional do colaborador seja realizada.

Mostramos também como a ausência de saúde mental no trabalho gera consequências negativas tanto internamente quanto em aspectos externos, reduzindo a produtividade do negócio e abrindo margem para outros problemas, como o aumento do absenteísmo e do turnover.

Por fim, você conferiu uma série de boas práticas sobre como garantir a saúde mental no trabalho, como estabelecimento de um programa para cuidar dessas questões, preocupação e análise dos comportamentos dados pelos profissionais e estratégias para transformar o ambiente organizacional em um local saudável, harmonioso e acolhedor.

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