Inteligência Artificial nas empresas: guia completo de como aplicá-la
O universo corporativo passou por uma profunda transformação com o surgimento de inúmeras soluções tecnológicas — que continuam "pipocando" em um ritmo altamente acelerado. Diante dessa realidade, chegamos a um contexto irrefutável: as companhias que não estiverem aptas e receptivas à adoção dos novos recursos digitais estão expostas a um grande risco de ter as suas atividades cessadas.
No entanto, em meio às variadas possibilidades que compõem o cenário atual, a Inteligência Artificial nas empresas vem se destacando como uma tendência que não poderá ser "driblada".
Quer entender o conceito mais a fundo? Nas próximas linhas, vamos explicá-lo, destacando também a importância da Inteligência Artificial (IA) para o meio empresarial, as vantagens associadas à sua utilização, como a tecnologia surgiu — e de que maneira se diferencia do Machine Learning —, entre outros pontos-chave. Continue a leitura!
O que é Inteligência Artificial (IA)?
Vivemos uma era de transformação digital e é indiscutível que os incontáveis avanços tecnológicos dos últimos tempos promoveram uma verdadeira revolução na sociedade como um todo. Afinal, décadas atrás, quem seria capaz de prever que, na própria TV, seria possível ter uma espécie de "locadora" completa e acessível a qualquer tempo?
Seguindo a mesma linha de pensamento, quem imaginaria, por exemplo, que, em poucos cliques, seria possível contar com um veículo particular inteiramente à disposição ou, até mesmo, que seria viável acessar um universo de informações — de âmbito global — na palma da mão em questão de segundos?
No entanto, indo além de toda a comodidade que os novos recursos trouxeram às pessoas, a tecnologia também "escancarou" um sem-número de oportunidades para os negócios. A verdade é que a Inteligência Artificial já é uma realidade dentro de muitas organizações, mas, ainda que a sua implementação seja muito útil, especialmente para a otimização dos processos, é necessário fazer um bom uso da IA.
O conceito
Para tanto, o ponto de partida é entender o conceito de Inteligência Artificial. De forma geral, é possível defini-la como um campo da Ciência da Computação cujo enfoque reside no desenvolvimento de softwares inteligentes e capazes de executar ações que, normalmente, demandariam a inteligência humana.
Inclusive, uma das suas características mais marcantes é a capacidade de racionalização e, posteriormente, de realização de tarefas que têm uma probabilidade maior de alcançar o objetivo ao qual se propõem.
Agora, quando transportamos essa ideia para o contexto empresarial, não há como ignorar o fato de que, a partir da metade do século XX, o desenvolvimento da tecnologia gerou impactos imensuráveis. Nesse sentido, no universo corporativo, foi possível observar mudanças ainda mais rápidas.
A era dos dados, por exemplo, revolucionou de maneira definitiva o modo como as corporações traçam as suas estratégias e atuam no seu setor, haja vista que, atualmente, elas recebem informações novas a todo momento — e em uma velocidade que, em outros tempos, era inimaginável. Segundo o Techjury, por exemplo, aproximadamente 2,5 quintilhões de dados são diariamente gerados.
Então, de que outro modo seria possível usufruir desse expressivo volume de informações estratégicas com agilidade e usá-las para fundamentar os processos de tomada de decisão, se não por meio da Inteligência Artificial nas empresas?
Portanto, muito mais do que uma mera solução tecnológica, a Inteligência Artificial pode ser compreendida como um "agrupamento" de ferramentas e práticas que abarcam:
- algoritmos;
- Big Data;
- Machine Learning;
- redes neurais artificiais etc.
Assim, pode-se dizer que a grande finalidade da IA é fazer a coordenação desses subconjuntos de modo que um software possa simular o raciocínio humano para a execução de determinadas ações.
Qual é a diferença entre Inteligência Artificial e Machine Learning?
A Inteligência Artificial e o Machine Learning representam duas tecnologias que não somente se relacionam, mas podem se complementar, embora desempenhem funções distintas.
Nesse sentido, é importante pontuar que, enquanto a IA, em suma, equivale à capacidade que as máquinas apresentam de processamento e replicação das condutas humanas, o Machine Learning é um sistema que viabiliza o uso da Inteligência Artificial. Vamos nos aprofundar mais?
A Inteligência Artificial
Como dito, Inteligência Artificial é o termo que denomina a capacidade de uma máquina de "imitar" o comportamento humano, desempenhando uma série de atribuições específicas como tal. Trata-se, então, de uma tecnologia que é aplicável tanto para a repetição de tarefas manuais de complexidade reduzida quanto para a resolução de questões mais complexas.
Na prática, a IA se torna capaz de prever o comportamento dos clientes, o que viabiliza a tomada de decisões que levam em conta circunstâncias passadas e, inclusive, um prognóstico bastante efetivo acerca de dúvidas futuras. Então, para realmente entender como a Inteligência Artificial se diferencia do Machine Learning, é necessário ter em mente que o primeiro termo remete a uma concepção bem mais ampla, que engloba o segundo.
O Machine Learning
O Machine Learning — que, em português, pode ser traduzido literalmente como "aprendizado de máquina" ou "aprendizagem de máquina" — é um modelo de IA que torna mais fácil, como o próprio nome sugere, o aprendizado da máquina. Na prática, a sua evolução acontece à medida que ele é exposto a dados novos, portanto, estamos falando de um programa que está mudando constantemente.
Tradicionalmente, o Machine Learning apresenta alguns elementos que se destacam — a análise preditiva e a análise estatística. As duas são implementadas com o propósito de detecção de padrões e de geração de insights em conformidade com as informações que foram anteriormente analisadas em cálculos.
Um exemplo que pode facilitar a compreensão é o feed do Facebook, que, atualmente, é a rede social que os brasileiros mais utilizam para se informar sobre política. A tecnologia utilizada é integralmente voltada ao aprendizado de máquina, buscando personalizar ao máximo o que cada usuário visualizará, de acordo com as suas preferências.
Como a IA surgiu?
Embora muitos acreditem se tratar de algo novo, a primeira vez em que o termo "Inteligência Artificial" foi utilizado foi no ano de 1956, em meio a uma conferência em Dartmouth College, EUA, por John McCarthy.
No entanto, é interessante destacar que os primórdios da IA — quando ela nem mesmo era denominada dessa forma — remontam aos filósofos gregos clássicos, que tinham como propósito a compreensão do processo por trás do raciocínio humano, estabelecendo um comparativo com mecanismos que manipulavam símbolos.
Na prática, porém, não é viável separar a origem da Inteligência Artificial da evolução pela qual o processo computacional passou. O período de tempo entre os anos 1940 e 1960 foi significativamente marcado pelo desenvolvimento da tecnologia e pela vontade de entender de que maneira aproximar o funcionamento dos seres orgânicos e das máquinas.
Voltando à Universidade de Dartmouth, McCarthy foi responsável pela seleção de cientistas para a formação de um grupo com o qual trabalhou ao longo de todo um verão, estudando uma maneira de "ensinar" as máquinas. Para tanto, eles entendiam que era preciso descrever com alta precisão os aspectos da aprendizagem e outras peculiaridades da inteligência humana.
Assim, o esperado era que as máquinas se tornassem capazes de fazer uso da linguagem, de resolver problemas e de, gradualmente, aperfeiçoar-se. A partir disso, uma série de marcos constituem uma régua cronológica, em meio aos quais se destacam:
- no ano de 1956, como dito, um estudo é iniciado, com foco em tornar os softwares inteligentes como os humanos;
- no ano de 1965, "Eliza", o primeiro chatbot, é criada por Joseph Weizenbaum, do MIT;
- no ano de 1975, é desenvolvido um programa chamado "Meta-Dendral", em Stanford, para a interpretação de análises químicas, o que torna possível a publicação das primeiras descobertas feitas por um computador em uma revista;
- no ano de 1987, uma van da Mercedes, equipada com vários computadores e duas câmeras, percorre um trajeto de 20 km por uma rodovia alemã a mais de 100 km/h em um projeto acadêmico cuja liderança é conduzida pelo engenheiro Dickmanns;
- no ano de 1997, o Deep Blue, computador da IBM, derrota Garry Kasparov, campeão mundial de xadrez;
- no ano de 2004, é realizada uma corrida para carros-robô, a Darpa Grand Challenge, abrindo espaço para a indústria de veículos autônomos;
- no ano de 2012, pesquisadores que conduzem um estudo chamado "Deep Learning" incentivam o interesse empresarial na IA quando exibem as suas ideias e tornam o reconhecimento de imagem e de fala bem mais preciso;
- no ano de 2016, o campeão mundial do jogo de tabuleiro "Go" é derrotado pelo AlphaGo, desenvolvido pelo Google Deep Ming.
Qual é a importância da Inteligência Artificial para as empresas?
Na prática, a implementação da Inteligência Artificial nas empresas viabiliza que diversas atividades que, anteriormente, eram executadas de modo manual pela força de trabalho passem a ser realizadas de maneira automatizada — daí a sua tamanha importância.
No entanto, é fundamental ter em mente que a adoção da IA não implica a substituição da mão de obra humana. Na verdade, trata-se do aproveitamento inteligente dos recursos tecnológicos em prol da otimização dos processos organizacionais.
Isso porque, a partir da utilização de soluções de Inteligência Artificial nas empresas, torna-se viável agilizar e aprimorar os resultados alcançados. A capacidade de aprendizagem das máquinas é um excelente exemplo, já que os dados gerados orientam e auxiliam muito na tomada de decisões.
Além disso, a própria capacidade intelectual do quadro de pessoal é mais bem aproveitada, já que profissionais que, por exemplo, ocupavam-se com atribuições manuais, como o atendimento telefônico, podem voltar as suas habilidades às questões estratégicas dos departamentos nos quais atuam.
Inclusive, um relatório da PwC destaca que um dos maiores ganhos na adoção da Inteligência Artificial no contexto corporativo é a elevação da performance, haja vista que não somente os níveis de produtividade aumentam, mas também é possível perceber uma diminuição nos custos e uma abertura de espaço para uma governança que tem uma probabilidade menor de cometer falhas.
Isso, por sua vez, é resultado da integração do conhecimento das máquinas e dos colaboradores de forma inteligente nos ambientes de trabalho.
Quais são os benefícios da IA?
Inicialmente, é preciso pontuar que os benefícios da Inteligência Artificial nas empresas são inúmeros, especialmente em se tratando do aumento da vantagem competitiva perante a concorrência a partir da otimização dos processos e da contribuição significativa para a aceleração da transformação digital no meio corporativo. No entanto, a seguir, elencamos as vantagens mais marcantes.
Aumento da automação
É fato que, antes do advento da IA, já era possível perceber o quão repetitivas certas atividades se mostravam no dia a dia organizacional. Sendo assim, com a chegada da Inteligência Artificial nas empresas, a automação passou a ser uma das vantagens mais valorizadas no contexto corporativo, com um impacto exponencial em diversos setores, a exemplo de serviços, telecomunicações, transporte etc.
Diminuição dos custos operacionais
É sabido que todos os processos empresariais envolvem custos, por vezes, bastante altos. No entanto, ao fazermos um comparativo entre o investimento necessário para a implementação da IA nas organizações e as despesas anuais para a execução de tarefas manuais repetitivas, é possível visualizar claramente uma expressiva economia para o empreendimento.
Afinal, além de promover a redução dos custos de operação, a IA gera uma economia a longo prazo — e ainda proporciona oportunidades de escalabilidade para os negócios que a implementam.
Aumento da eficiência no atendimento ao público
Quando se trata de atendimento ao público, não há como ignorar os grandes desafios que envolvem a resolução dos entraves que chegam à empresa em um intervalo de tempo tão reduzido quanto possível, a fim de que os clientes não aguardem longas horas até que o problema seja solucionado.
Contudo, não raramente, quando um integrante do time de atendimento de uma companhia se depara com uma demanda, ele precisa realizar uma série de procedimentos para identificar a causa do problema e, a partir disso, encontrar a solução mais adequada ao consumidor.
Nesse contexto, quando a IA "entra em cena", sendo programada e conectada a todos os sistemas organizacionais, a resolução dos entraves se torna muito mais célere e, naturalmente, os níveis de eficiência do atendimento aumentam significativamente. Um grande exemplo de utilização da Inteligência Artificial na área de atendimento é o chatbot.
Afinal, por meio desse recurso, é possível programar as respostas a uma grande parte das dúvidas mais comuns dos consumidores, o que auxilia na solução de diversas demandas, sem que seja preciso envolver atendentes humanos.
Aumento da comodidade para o quadro de pessoal
Como dito, o tempo — e, até mesmo, a capacidade intelectual — dos profissionais que integram o quadro de pessoal da empresa que é economizado em atividades manuais desgastantes pode ser mais bem aproveitado de outras formas mais estratégicas e, inclusive, produtivas.
Nesse sentido, pode-se dizer que, ao implementar a IA, a organização passa a entregar mais comodidade aos seus colaboradores, otimizando a sua rotina e direcionando-os a processos voltados ao core business do negócio. Assim, naturalmente, eles passam a sentir que o trabalho que desempenham realmente agrega valor à companhia, o que resulta em maiores níveis de engajamento.
No entanto, indo além, também é notório que a Inteligência Artificial auxilia muito no funcionamento geral do negócio, pois, uma vez que os processos organizacionais se tornam mais ágeis, toda a companhia passa a ser mais eficiente.
Diminuição de retrabalhos e falhas
A partir da adoção da Inteligência Artificial nas empresas, naturalmente, os deslizes humanos são reduzidos. Afinal, os softwares — que passam a desempenhar parte das atribuições — não sofrem com os impactos da exaustão e nem mesmo são afetados pelo volume excessivo de informações e estímulos.
Além disso, é válido destacar também a limitação da análise, pois, comparados a robôs, que são capazes de analisar milhares de dados por segundo, os profissionais acabam por apresentar uma capacidade reduzida de tomada de decisão quando um alto volume de informações precisa ser previamente apurado.
Melhora na experiência dos clientes
Quando uma organização adota a IA em prol do seu crescimento, as chances de oferecer aos consumidores uma experiência muito mais positiva são potencializadas. Isso porque, naturalmente, os seres humanos precisam de momentos de pausas — e de folgas, inclusive — para garantir o equilíbrio entre os âmbitos pessoal e profissional.
A Inteligência Artificial, por outro lado, funciona ininterruptamente. Além disso, é sabido que os robôs, via de regra, conseguem "raciocinar" com um rapidez muito maior do que os humanos, sendo capazes também de executar atividades diversas em simultâneo, garantindo, ainda assim, resultados de alta precisão.
Nesse contexto, a entrega de uma experiência mais positiva aos clientes é mais uma das vantagens da adoção da Inteligência Artificial nas empresas, já que as suas aplicações otimizam as interações com o público — 24 horas por dia, nos sete dias da semana —, o que pode elevar os seus níveis de satisfação e, como consequência, estimular a fidelização.
Otimização da comunicação
Mais um ponto que merece destaque em se tratando da adoção da IA no contexto organizacional é a otimização da comunicação que se estabelece entre a empresa e o cliente. Afinal, por meio do emprego de soluções automatizadas, torna-se viável resolver com muito mais praticidade, eficiência e rapidez quaisquer demandas extras que possam surgir.
Como aplicar a Inteligência Artificial nas empresas?
A abordagem da criação de uma infraestrutura favorável à adoção da IA nas organizações, ou mesmo da utilização das suas soluções, é bem menos complexa do que a sua implementação de fato — o que, inclusive, não raramente se torna um desafio para os gestores.
Na realidade, estão disponíveis atualmente inúmeras ferramentas que podem ser empregadas para os mais diversos fins, mas, na maior parte das vezes, a grande questão é: "Como é possível identificar quais delas são as mais interessantes para o contexto do meu negócio?". Além disso, é importante pontuar que a IA, como tecnologia, pode ser aplicada de maneiras diversas, mas é essencial que, em primeiro lugar, algumas iniciativas sejam colocadas em ação, como as listadas a seguir.
Identifique o objetivo da adoção da Inteligência Artificial na empresa
Antes mesmo da implementação de qualquer solução de IA no empreendimento, é preciso identificar qual será o seu propósito dentro do contexto experienciado. Por isso, uma boa alternativa é começar refletindo acerca dos processos empresariais que demandam melhorias.
A partir disso, com o objetivo definido, será mais fácil decidir quais ferramentas farão mais sentido para a empresa. Inclusive, essa medida, além de economizar tempo, poupa investimentos em recursos que não serão bem aproveitados no dia a dia.
Prepare a infraestrutura do negócio
Outro ponto que é preciso levar em conta envolve o intenso impacto que a adoção da IA gera nos negócios. Nesse contexto, é imperativo que a infraestrutura do empreendimento esteja preparada para a utilização dos novos recursos.
Entre outras medidas, é válido garantir que os colaboradores sejam treinados para manipular as novas tecnologias e que os gestores estejam receptivos às mudanças que ocorrerão.
Mapeie os processos organizacionais
O entendimento das demandas empresariais requer o mapeamento de todos os processos inerentes à companhia. Por meio dessa prática, torna-se possível identificar em quais departamentos os recursos de IA serão mais bem aproveitados, o que facilita a elaboração de um cronograma de aplicação das soluções.
É possível, por exemplo, que você perceba uma urgência maior de recorrer às ferramentas de Inteligência Artificial no setor de Recursos Humanos (RH), viabilizando um processo de recrutamento e seleção (R&S) mais inteligente, a fim de reduzir os níveis de turnover e absenteísmo. Inclusive, vamos nos aprofundar nessa aplicação no tópico seguinte.
Como a IA funciona dentro do RH?
Até aqui, vimos o quão ampla é a aplicação da Inteligência Artificial nas empresas, abrangendo os mais diversos departamentos. No setor de RH, isso não é diferente, pois já existem muitos recursos que vêm se revelando grandes aliados da área na automatização dos seus processos e, consequentemente, na geração de melhores resultados para a companhia.
Atualmente, por exemplo, é possível investir em sistemas que reconhecem padrões comportamentais nos profissionais e cruzam os dados coletados para auxiliar nas análises voltadas à eficiência dos processos do setor. Isso torna possível a relação das informações reunidas com as posições em aberto, ou o levantamento de eventuais necessidades de treinamento e/ou reciclagem da força de trabalho com a engenharia dos cargos.
A seguir, confira alguns exemplos do funcionamento da IA no setor de Recursos Humanos:
- nos processos seletivos: a partir do uso da IA para o cruzamento das informações comportamentais dos candidatos participantes com as competências necessárias para o preenchimento das vagas em aberto;
- no aumento da performance: já que se torna menos complexo desenhar as qualificações necessárias para que um profissional tenha uma performance satisfatória na empresa, o que simplifica a identificação dos talentos que têm as características mais desejáveis;
- na manutenção de um clima organizacional positivo: haja vista que o setor de RH pode recorrer a soluções que auxiliem na aplicação de pesquisas de satisfação e de clima em meio ao quadro de pessoal, e, posteriormente, a partir dos relatórios gerados, pensar em iniciativas específicas para elevar o engajamento dos colaboradores.
Como vimos, a Inteligência Artificial nas empresas vem se revelando um fator facilitador do dia a dia organizacional, proporcionando uma série de benefícios, que vão desde a otimização de processos internos até a redução de falhas operacionais. Portanto, vale a pena adotar um modelo de negócio verdadeiramente receptivo às novas soluções provenientes da transformação digital e tirar proveito da contribuição que cada uma delas pode trazer para a companhia.
E você? Já vem estudando a adoção da IA no seu negócio? Deixe o seu comentário abaixo e compartilhe as suas experiências!
Legislação trabalhista: o que você precisa saber sobre o assunto
Uma das realidades do mercado de trabalho é a prioridade que devemos dar para a compreensão dos direitos e deveres dos trabalhadores. Afinal, a CLT, que é a Consolidação das Leis Trabalhistas, compreende essas regras. Mas, ainda há dúvidas sobre a legislação trabalhista, mudanças sofridas nos últimos momentos e os impactos sobre a carreira.
A legislação trabalhista é um conjunto de leis e regulamentos que definem os direitos e obrigações dos empregados. Reúne todas as obrigações dos empregados e das empresas, além de conter regras sobre contratos de trabalho, jornada de trabalho, benefícios, etc.
Para saber mais sobre as leis laborais e suas últimas atualizações, confira o post!
O que é direito trabalhista?
O direito do trabalho é um conjunto de leis que rege tudo relacionado a um empregado e um empregador. É composto especialmente pela CLT instituída durante o regime de Getúlio Vargas. No entanto, vai mais longe, incluindo as normas Regulamentadoras (Regulamento de Saúde e Segurança no Trabalho), a Reforma Trabalhista que aconteceu em 2017 e a Reforma de 2021.
Mas as leis trabalhistas não valem somente para quem trabalha no regime CLT. Essas regras também trazem importantes decisões e regulamentações para empresários e profissionais autônomos, sendo essenciais para todos no mercado de trabalho.
Quais são as principais leis laborais?
A legislação trabalhista é um documento abrangente que inclui uma infinidade de leis, decisões e decretos. Continue lendo para saber mais a respeito dos principais regulamentos legais que podem afetar o seu trabalho.
Registro em carteira de trabalho
De acordo com a CLT, após a contratação do empregado a empresa tem 48 horas para fazer os apontamentos necessários na Carta de Trabalho e Previdência Social (CTPS), na qual informa a data da contratação, o cargo e o salário.
No entanto, para empresas do eSocial, essa inscrição não precisa ser feita na própria CTPS. Com a introdução da carteira Digital do Trabalho e Previdência Social (CTPS) pelo Ministério do Trabalho, no ano de 2019, o aplicativo opera como uma opção para o modelo físico.
Com o intento de otimizar e padronizar para unificar todas as informações de um empregado inscrito na CLT em uma única plataforma, a CTPS digital é emitida de forma automática, assim que o cidadão brasileiro preenche seu Cadastro da Pessoa Física (CPF).
Intervalos
A legislação trabalhista prevê o número máximo de horas de trabalho que podem ser realizadas e a função de pausas durante o dia.
De acordo com esta lei, para os trabalhadores que exercem a função mais de seis horas a pausa no trabalho deve ser de pelo menos 1 hora.
Isso significa que qualquer funcionário que trabalhe nessa jornada tem a obrigação de realizar seu cronograma de descanso. Na empresa onde você trabalha, você pode coordenar com seus chefes o momento em que isso será cumprido.
Direitos no FGTS
Você já deve conhecer o FGTS, correto? O FGTS é um direito concedido pela CLT a todos os assalariados do país.
FGTS é a abreviatura de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Funciona como uma conta poupança produzida para você, onde o empresário coloca uma parte do salário todo mês. Desta maneira, os trabalhadores podem sacar esse dinheiro em determinadas situações, como reforma ou compra de casa ou demissão.
Ele não é descontado da folha de pagamento dos funcionários e é de responsabilidade da empresa. Em grande parte das ocasiões a empresa contratante deposita nessa conta um valor equivalente a 8% do salário.
Descanso semanal remunerado
Todo trabalhador tem direito ao descanso semanal remunerado. O funcionário tem direito a, no mínimo, 24 horas de descanso. Esta pausa deve acontecer por lei, desejavelmente, aos domingo. O tempo pode ser superior a 24 horas, que é o tempo mínimo a que o empregado tem direito.
Todos os empregados signatários da CTPS, nos termos do art. De acordo com a norma 67, tem direito a uma folga remunerada por semana, que pode ser negociada com a empresa. No entanto, recomendamos apreciá-lo aos domingos.
Todos os trabalhadores gozam de 24 (vinte e quatro)horas consecutivas de descanso semanal, as quais - salvo motivos de utilidade pública ou de necessidade essencial do serviço - devem coincidir total ou parcialmente com o domingo."
O artigo define ainda: "Nos serviços que requerem funcionamento aos domingos - com exceção de castings teatrais - será estabelecido mensalmente um horário rotativo constituído por pessoal credenciado".
Portanto, o trabalho aos domingos e feriados é proibido por lei, exceto em profissões e locais onde os serviços não podem ser interrompidos, como hospitais, transporte público, centros de atendimento ao público entre outras atividades.
Vale-transporte
Outra regra que a empresa deve seguir quanto às leis trabalhistas é o vale transporte. Assim, toda empresa deve fornecer ao funcionário esse benefício, independentemente da localização de sua casa em relação à empresa.
Os únicos casos em que a empresa não oferece esse benefício é quando a empresa fornece o meio de transporte para os seus funcionários chegarem até o local de trabalho.
Dessa forma, não é preciso pagar à parte, trabalhadores que vão, nesse caso, com outro meio de transporte, como moto ou carro, podem recusar essa oferta da empresa de maneira formal.
Pagamento de salário em dia
De conformidade com as leis trabalhistas, o salário do empregado deve ser custeado sempre até o 5º dia útil do mês. Em caso de atraso, a empresa será multada e ações trabalhistas poderão ser instauradas contra ela. A multa pode ser um salário mínimo vigente, ou até dois salários em caso de reincidência. Por isso deve-se saber como evitar ações trabalhistas.
13º salário
O décimo terceiro salário é um bônus de Natal. Trata-se de um adicional salarial que a empresa paga anualmente, em Dezembro, aos empregados com carteira assinada.
A regra estabelecida pela CLT é que o dia 13 pode ser dividido em duas parcelas,a primeira até o final de novembro. O pagamento do 13º não pode ser alterado, mesmo com a pandemia do coronavírus, que alterou parte da relação de trabalho na secretaria Especial da Previdência e Trabalho.
Férias
No sentido do art. 129, todo empregado tem direito a férias anuais, sem prejuízo do salário.
Consequentemente, as férias são o período de descanso que um empregado recebe após trabalhar por um ano. Portanto, tanto as férias individuais quanto as coletivas devem acontecer em um momento escolhido pelo empregador.
Licença paternidade
É fato que todo mundo já sabe sobre a licença maternidade. Porém, um filho também tem impacto direto na vida dos pais que necessitam de tempo para se comprometer e apoiar tanto a criança quanto a mãe.
Consequentemente, a CLT reconhece o direito a cinco dias de distanciamento para facilitar os cuidados com o recém-nascido. Algumas companhias adotaram o programa Empresa Cidadã, que confere 20 dias de licença parental aos funcionários.
Estabilidade
Se o trabalhador sofrer um acidente durante o dia de trabalho, por exemplo, ele tem o direito de beneficiar-se de um ano de estabilidade, conforme a lei. Esse é um cuidado que defende o empregado em um momento mais vulnerável e garante que ele não permaneça sem amparos.
Há também estabilidade absoluta. Essa regra é estipulada na seção 492 da CLT para proteger os funcionários que trabalham na mesma empresa por dez anos. Porém, com a aprovação da lei nº 5.107 de 1966 (atualizada em 90), foi criado o FGTS, que é o Fundo de Garantia do Trabalhador.
Adicional noturno
O assalariado que trabalhar entre 22 pm e 5 am, esse profissional tem direito a 20% de adicional noturno.
Essa lei está vigente desde 1943. Conforme o artigo 73, presente na CLT, o salário dos trabalhadores noturnos deve ser superior ao dos diurnos. Essa lei trabalhista é complementada pelo artigo 7º da constituição de 88.
Faltas descontadas
É fundamental para o departamento de recursos humanos saber que nem todas as faltas podem ser descontadas da remuneração dos funcionários. Entre eles estão: casamento, recrutamento para eleições, doação de sangue, intimações da Justiça e doenças, se for confirmado por laudo médico.
O que mudou depois da reforma trabalhista?
Vale ressaltar que o CLT foi instituído no ano de 1943 e o mundo dos negócios mudou muito desde sua criação. Então a reforma trabalhista estabeleceu como regra alterar a CLT para adequá-la às realidades do novo mercado.
A principal reforma do setor trabalhista foi realizada em 2017 e, desde então, vários componentes da legislação trabalhista foram alterados. Aqui estão algumas das principais mudanças:
Recesso
Todo empregado tem direito a 30 dias de recesso, para cada 12 meses trabalhados. A mudança é que pode ser dividida em três parcelas, desde que uma dessas parcelas não seja menor do que a de 14 dias.
Trabalho intermitente
O trabalho intermitente foi regulamentado, que é a modalidade em que o empregado fica à disposição para trabalhar e pode ser chamado ao longo do período, sendo pago pelas horas trabalhadas.
Antes da reforma trabalhista, a legislação regulamentava apenas o trabalho de meio período, de 25 horas além do contrato de 44 horas semanais.
Atualmente, o artigo 443 compreende que o trabalho intermitente autoriza que os funcionários sejam contratados sem requisitos mínimos de carga de trabalho. Assim, um funcionário pode trabalhar três horas semanais ou mensais, por exemplo.
Diferentemente do trabalho autônomo, em que não há vínculo empregatício, com trabalho intermitente, o funcionário faz parte da equipe e recebe todos os direitos laborais previstos na CLT.
Compreender e fazer valer os direitos trabalhistas aos funcionários é essencial para cumprir a lei e evitar atritos, como ações judiciais. As empresas que atuam de acordo com a CLT demonstram seu compromisso com os funcionários, ao projetar uma imagem positiva sobre eles. Assim, eles sentem-se motivados e valorizados a desempenhar a sua função no desenvolvimento da empresa permitindo que esta possa atingir os seus objetivos.
Home Office
A regulamentação do trabalho home office também foi uma das mudanças, tornando possível a contratação dos funcionários para trabalhar fora da empresa, em suas casas.
Limites de horário
Outra coisa que foi flexibilizada é o limite máximo de horas de descanso e trabalho e dos intervalos diários. Assim, pode ser negociável a questão do almoço de 1 hora obrigatória para os trabalhadores de 8 horas. Sendo que, devem cumprir o descanso de no mínimo 30 minutos, devendo ser conversado entre o funcionário e a contratante.
Transporte
A CLT certifica-se do direito ao recebimento da passagem, que é o pagamento antecipado das despesas do assalariado com a viagem desde a origem até a empresa. Além disso, a lei garante um abatimento de até 6 % do salário, independentemente do local de residência.
No entanto, como a maioria das empresas aceitou o trabalho remoto devido ao novo coronavírus, a lei foi alterada para eliminar a obrigação de remunerar funcionários que trabalham em casa. Com efeito, neste caso, os funcionários que não usam transportes públicos para se deslocar para o trabalho não necessitam de pagamento desse benefício.
Banco de horas
A utilização do banco de horas, que era definida pelo acordo coletivo, mudou e pode ser negociada de forma individual, entre empregado e empregador. A nova lei é que, se os funcionários não utilizarem seus banco de horas por seis meses, receberão 50 % a mais do pagamento de horas extras.
Hora extra
A reforma trabalhista alterou o artigo 452 da CLT. Assim, a companhia não precisa mais remunerar horas extras por bônus e gratificações.
Terceirização
As corporações já tinham a possibilidade de terceirizar atividades administrativas, como o back office com a reforma trabalhista, também podem terceirizar sua ocupação principal, o front office. Conheça as diferenças entre terceirização e trabalho temporário! Pois são duas coisas distintas.
Despesas de rescisão
Antes, os demitidos sem justa causa eram multados em 40 % do valor do FGTS e podiam sacar todo o valor do FGTS acumulado durante o contrato de trabalho. Com a reforma, os trabalhadores e empregadores podem fazer um acordo para fornecer uma multa de 20 % e até 80 % de saques do FGTS.
Como essas mudanças afetaram a vida dos profissionais formais e autônomos?
Conforme visto, a legislação trabalhista e social traz um impacto na vida dos funcionários formais e autônomos, como os empreendedores. A reforma trabalhista impactou positivamente e negativamente os trabalhadores. Por um aspecto, a legislação deixou legal as formas de trabalho que já estavam no mercado, porém, sem regulamentação. Como o trabalho intermitente e home office. Agora os funcionários têm os direitos garantidos dentro dessas modalidades.
Mas, quando os contratos ficam mais flexíveis, as regras também dão brechas que tornam mais possíveis a exploração dos funcionários. Por esse motivo é tão essencial entender os direitos e deveres para que não sejam aceitas situações trabalhistas que ultrapassam as legalidades.
Por que é importante conhecer a legislação trabalhista?
É primordial conhecer a legislação trabalhista para evitar ser explorado como trabalhador e, se for dono de empresa, se preservar quanto a processos. Além de ser importante lembrar que os trabalhadores da empresa devem ser bem tratados, pois aumenta a credibilidade da empresa, a retenção de talentos e, consequentemente, o faturamento da empresa. Além de ser essencial para as relações pessoais e bem-estar dentro do mercado de trabalho.
Boa parte das pessoas têm relações trabalhistas, seja como empregador ou empregado, autônomo ou CLT. Por esse motivo, é primordial saber sobre a legislação trabalhista e conhecer os direitos e obrigações em relação à contratação.
Quais os prejuízos de desconhecer sobre legislação trabalhista?
Além disso, conheça detalhadamente quais prejuízos podem ocorrer quando as pessoas desconhecem os direitos trabalhistas. Isso pode interferir tanto para os empregadores quanto para os empregados. Por isso, todos devem se informar a respeito da legislação trabalhista. Confira quais os prejuízos que podem gerar quando você desconhece essas informações:
Para o empregador
Deixar de cumprir as obrigações com os funcionários pode criar um passivo para o empregador, ao longo do tempo.
Em determinados casos, por má fé ou desconhecimento, o chefe sofre condenações jurídicas, caso não faça a correta gestão de pessoas, que poderiam ser evitadas caso estivesse de acordo com as leis.
Vários empregadores, quando não cumprem o previsto, podem ser cobrados legalmente na justiça.
Para o empregado
O desconhecimento sobre verbas que fazem parte do pagamento obrigatório para o emprego pode prejudicar, pois envolvem no 13 salário, 1/3 das férias, pagamentos mensais, entre outros. A falta de conhecimento permite à empresa agir por má fé ou desconhecimento, pagando erroneamente os valores, ou mesmo não pagando, e não sendo cobrado pelo funcionário.
Pode-se falar ainda sobre as questões de afastamento do mercado de trabalho por conta de doenças, ou outras causas, que causam muitas discussões por falta de compreensão sobre a legislação.
Ações trabalhistas
O Brasil já se tornou o campeão mundial quanto a causas trabalhistas devido ao alto número de recursos apresentados à Justiça do Trabalho. Porém, o número de ações foi drasticamente reduzido pela reforma, que vigora desde o ano passado.
No Brasil houve o registro de 289.426.000 casos na véspera da entrada em vigor da nova legislação trabalhista. São ações que acontecem por conta, principalmente, do desconhecimento da legislação trabalhista, que causa muitas das ações.
As mais usuais acontecem por:
- ausência de pagamento das horas extras e adicionais;
- falta de recebimento de pagamentos de rescisão cumulativa, Seguro Desemprego e liberação de FGTS;
- trabalho sem registro e não reconhecimento do vínculo de trabalho cumulado, pode haver o pedido de acerto dos pagamentos não feitos anteriormente;
- falta de reconhecimento sobre de doença profissional com o pedido de indenização e sobre a pensão mensal vitalícia;
- danos morais sobre os empregados, seja com assédio moral ou por algo relacionado a demissão;
- acidentes durante o trabalho.
Muitas empresas não se preocupam com os documentos de pagamentos e registros das jornadas, o que gera consequências negativas, condenações que poderiam ter sido evitadas em caso de organização por parte da empresa.
Além desse ponto, a falta de conhecimento sobre as leis trabalhistas afeta o pagamento de adicionais como de insalubridade, noturno e demais valores. É primordial documentar de forma correta tudo o que acontece na organização, desde o começo, com contrato de trabalho que seja adequado, inclusive para trabalho temporário, guardando, assim, os recibos, documentos, cartões de pontos, entre outros.
Descumprimento por má fé
Muitos entendem a jurisprudência e mesmo assim a infringem, parcialmente influenciado pela cultura pelo desejo de tirar o máximo proveito dos relacionamentos.
No entanto, a Justiça do Trabalho cumpriu uma função significante ao inibir o comportamento inadequado dos empregadores que exploram os assalariados para lucro indevido.
No entanto, também há empregadores que recorrem à Justiça do Trabalho com “reivindicações abusivas”, o que diminuiu após a reforma trabalhista. É necessário chegar a um equilíbrio. Não pode haver barreiras ao acesso à justiça, mas também não pode haver reivindicações não justificadas.
Como se resguardar de processos trabalhistas?
Um bom plano de ação é contratar um advogado que fará o aconselhamento preventivo. Outro passo interessante é investir na formação dos próprios especialistas da empresa especialmente na área de RH para evitar enganos que podem levar a sérios prejuízos financeiros.
A preparação dos funcionários, principalmente dos responsáveis por contratar, disciplinar e demitir funcionários, é essencial.
Além disso, organização é tudo! As companhias devem preservar em arquivo todos os documentos relacionados ao vínculo empregatício com o assalariado, declaração de pontos, contracheques, atestados médicos, etc. A organização auxilia a companhia a economizar tudo o que é custeado e praticado corretamente ao empregado, o que favorece o empresário em caso de litígio.
O principal conselho aqui é: Conheça as leis trabalhistas!
Por conseguinte, com esse post deu para entender melhor a legislação trabalhista, quais os pontos essenciais que são importantes para quem atua no regime CLT, trabalho autônomo, home office, e todos os tipos de trabalhos legais.
Também vimos que é importante saber sobre a legislação trabalhista, tanto para o empregador quanto para o empregado. Isso porque, você conhecerá os seus deveres e direitos dentro do mercado; evitar ações judiciais e prejuízos pessoais e para a empresa. Também é necessário compreender sobre as mudanças que aconteceram com a reforma trabalhista, como nas horas da jornada de trabalho, trabalho intermitente, home office e todas as alterações mostradas que mudaram o regime CLT.
Assim, acompanhe todas as mudanças no regime CLT para saber tudo sobre a legislação trabalhista vigente, sabendo como se proteger e proteger os funcionários a respeito das leis laborais e evitar processos judiciais.
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Guia completo para estimular a cibersegurança no setor de RH da empresa
O RH da era da transformação digital deve ser orientado a dados. Com isso, os profissionais podem ter uma maior automação das atividades, gerenciar melhor os processos e proporcionar uma melhor gestão de pessoas do negócio.
Com isso, há um outro ponto que precisa ser observado: a necessidade de investimento em cibersegurança no RH. Afinal, se há mais dados, há a necessidade de proporcionar também a proteção necessária para que ele possa operar de forma eficiente.
Vamos trazer a seguir um guia completo com todas as informações que deve saber para proporcionar mais cuidados com as informações do setor de RH. Veja mais a seguir e tire suas dúvidas.
O que é cibersegurança?
Para entender de que forma a cibersegurança é fundamental para o RH, é muito importante que você entenda, com clareza, o que é cibersegurança de modo geral. Esse é um conceito que diz respeito à prática de proteção de computadores, dispositivos móveis e servidores, evitando tanto ataques maliciosos quanto perdas de dados e parada de funcionamento dos dispositivos.
Com isso, são aplicadas medidas, protocolos, definição de medidas de segurança, entre outros pontos, para ajudar na proteção das informações e dispositivos. Ou seja, é um termo abrangente para uma série de questões que estão relacionadas com:
- rede;
- aplicativos;
- hardware;
- operacional;
- informações;
- recuperação de desastres, entre outros.
Dados sobre cibersegurança
É importante que você entenda também os motivos pelos quais é preciso acompanhar as medidas de cibersegurança nas empresas nos diferentes setores (incluindo o RH). Para isso, separamos os principais dados sobre cibersegurança para ter dimensão dessas questões.
Em 2022, o Brasil sofreu 31,5 bilhões de tentativas de ciberataques só entre janeiro a junho de 2022. Isso representa um aumento de 94% em comparação com o mesmo período do ano anterior — em outras palavras, quase dobramos o número de ataques sofridos só no primeiro semestre de 2022.
Somos considerados o maior alvo de ciberataques na América Latina. Isso representa um alerta importante, principalmente, porque os dados obtidos em uma ocorrência dessa podem causar muitos danos para o negócio como um todo e, inclusive, as informações do RH são muito interessantes para hackers.
Segundo o Gartner, considerado uma das maiores autoridades da área de Tecnologia da Informação do mundo, anuncia que os gastos com segurança da informação devem atingir US$ 187 bilhões em 2023. Os valores são altos e o investimento torna-se necessário, justamente, pelo alto volume de ataques acontecendo, ao mesmo tempo em que há uma maior importância com os dados internos do negócio.
Pilares da cibersegurança
Para entender melhor como a cibersegurança se constitui, é importante conhecer os quatro pilares que formam ela. Elas devem ser norteadoras de cada conduta abordada para proteger os dados do negócio. Vamos entender sobre cada uma delas a seguir:
- Confidencialidade: todos os dados precisam ser confidenciais, ou seja, apenas as partes envolvidas devem ter acesso aos dados de uma empresa ou setor. Por exemplo, os dados presentes no setor de RH devem ser de acesso apenas dos profissionais envolvidos e dos titulares dos dados. Este é o princípio que está ligado com a privacidade, um direito fundamental garantido pela Constituição;
- Integridade: este princípio está ligado com a ideia de que as informações não podem ser modificadas pelos cibercriminosos, de forma que seja garantido ter a versão original de um determinado dado. Por exemplo, garantir que os dados bancários para pagamento de salário estejam corretos;
- Autenticidade: é possível garantir que a pessoa responsável é realmente quem elaborou aquela informação. Por exemplo, ele garante que um determinado e-mail foi, realmente, o responsável de RH que elaborou;
- Disponibilidade: as informações precisam estar disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana, ou seja, é preciso que ela possa ser utilizada no momento em que for acionada. Para isso, é preciso garantir a minimização de indisponibilidade em casos de inoperabilidade de sistemas e softwares.
Benefícios da cibersegurança
A cibersegurança tem ganhado muito espaço, justamente, por ter diversos benefícios para os setores. Confira a seguir suas principais vantagens:
- proteção de um dos patrimônios mais importantes da empresa: os dados. Afinal, hoje eles são essenciais para diferentes atividades nas organizações e, por isso, é fundamental protegê-los, principalmente, de ações de cibercriminosos;
- economia de tempo, já que muitas ações de proteção ajudam, também, em processos de automação de atividades nas empresas;
- aumento da produtividade, já que essas medidas proporcionam maior automação e, consequentemente, permite agilizar processos importantes;
- maior gestão de segurança de informações no negócio;
- confiança dos envolvidos, sabendo que suas informações pessoais não vão cair nas mãos de cibercriminosos;
- evita sanções da empresa em caso de descumprimento da LGPD.
Qual a relação do RH com a cibersegurança?
O RH é o setor que aborda a maior parte das informações pessoais de profissionais da empresa. Alguns dos dados que circulam nesse espaço são:
- nome completo;
- dados de identificação (CPF, identidade);
- cópias dos documentos dos colaboradores;
- dados bancários dos profissionais;
- detalhes contratuais;
- dados de produtividade;
- endereço;
- teste online de perfil profissional;
- dados sensíveis, entre outros.
Essas informações coletadas, principalmente na fase de onboarding, ficam armazenadas internamente e precisam de cuidados para que não sejam perdidas e prejudiquem o acompanhamento interno dessa fase tão essencial pós-admissão.
Além disso, esse é um setor que opera com comunicações internas e externas constantemente. Por isso, é muito comum que cibercriminosos utilizem mecanismos como tentativas de phishing para obter dados estratégicos por parte dos profissionais internos da empresa.
Para que você entenda melhor, vamos explicar o que é este tipo de ataque. A ideia é lançar uma isca para o profissional, fingindo que é uma comunicação oficial, solicitando informações que podem ser utilizadas para golpes.
Por exemplo, pode-se fingir que é o setor de RH solicitando uma atualização cadastral e, portanto, pedindo o envio de cópias de documentos. Ao enviar, o criminoso pode utilizar para abertura de contas no nome da pessoa.
Por isso, um dos setores que têm maior visibilidade por parte dos cibercriminosos é o de Recursos Humanos. Por isso, é muito importante ter o suporte de especialistas em Tecnologia da Informação para proteger as informações.
Outro ponto importante é que o setor de RH está alinhado, em alguma medida, com o treinamento dos profissionais. E um dos pontos que precisam ser conscientizados é sobre os cuidados com as informações internas da empresa.
Sendo assim, o setor de RH tem a importância de conseguir articular esse treinamento dos profissionais para proporcionar que todos consigam agir dentro dos padrões estabelecidos para o negócio.
Afinal, um dos principais motivos de problemas de cibersegurança são as falhas humanas. Por isso, fique atento para essas questões para evitar que a empresa como um todo esteja em risco.
Seguindo o exemplo que trouxemos anteriormente, ao educar os profissionais sobre como são realizadas as tentativas de phishing, é possível treiná-los para não cair neste tipo de golpe.
Por fim, não podemos deixar de citar que o RH é um dos setores que está intimamente ligado com as questões relacionadas com a LGPD. Mas vamos abordar sobre isso mais a frente neste guia completo.
Qual a importância da cibersegurança para o RH?
Para além dessas relações, cabe lembrar que a cibersegurança tem um papel fundamental para o bom funcionamento do RH. Vamos entender melhor a seguir.
Privacidade e proteção de dados dos colaboradores
A cibersegurança é fundamental para o RH, em primeiro lugar, porque é um dos setores que mais operam com dados pessoais e que podem ser utilizados para fraudes com seus profissionais. Por isso, é um alvo muito comum destes profissionais.
Por ser um dos mais mirados, é fundamental que tenha uma maior proteção, justamente, porque terá maiores chances de sofrer tentativas constantes de ataque no dia a dia.
Impedir indisponibilidade e inoperabilidade no dia a dia
Outros tipos de ataques que atrapalham o setor de RH e podem prejudicar a empresa são aqueles que provocam indisponibilidade no acesso de dados e inoperabilidade de sistemas e serviços.
Um exemplo é o ataque DDoS. Ele é caracterizado por um ataque massivo que sobrecarrega um sistema e provoca a sua queda. Com isso, os profissionais não conseguem realizá-lo e, assim, atrapalham as atividades no dia a dia.
Cuidados com a legislação vigente
Como a privacidade é um valor importante e garantido pela Constituição Federal, hoje temos leis que garantem a proteção dos dados pessoais. É o caso, por exemplo, da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais).
Quando há problemas de negligência nas medidas para trazer proteção dos dados, isso pode gerar sanções contra a empresa como um todo. Se, por exemplo, o RH não trouxer medidas de proteção e isso for comprovado, um vazamento pode gerar multas e mais sanções para o negócio.
Proporcionar uma gestão humanizada de forma segura
A coleta de dados permite, também, que os profissionais de RH possam ter informações para gerar uma gestão humanizada de pessoas. Afinal, com isso, é possível identificar quais são as peculiaridades de cada pessoa e proporcionar diálogos e, ao mesmo tempo, garantir a proteção dos dados que baseiam essas questões.
Por exemplo, se uma pessoa mora longe da empresa e está passando por atrasos constantemente, ao analisar esses dados, é possível pensar em mecanismos para ajudar nessas questões (por exemplo, ter um auxílio para outros tipos de transporte ou ter um horário flexível).
Mas, para isso, é importante que essas informações fundamentais dos membros dos seus times estejam protegidas e proporcionando essa gestão estratégica de RH tão importante para o seu negócio.
Trazer uma importante barreira de proteção para a empresa como um todo
Justamente por ser responsável por armazenar os dados pessoais dos colaboradores e, também, de quem participa de processos seletivos (por exemplo, arquivos de currículos), esse é um setor extremamente visado. Por isso, a cibersegurança tem um papel fundamental.
Isso porque como ele tende a ter maior número de ataques, pode ser a porta de entrada para outros tipos de ações. Lembra-se da tentativa de phishing? Ela pode ser utilizada, por exemplo, em casos em que um criminoso simule uma comunicação do RH para obter dados de sistemas importantes.
Com isso, o profissional, sem perceber, pode dar suas credenciais de acesso para os hackers, permitindo que eles possam ter contato com informações sigilosas e que possam representar benefícios para eles (por exemplo, venda de informações para os concorrentes do seu negócio).
Quais as principais ameaças?
Para trazer os cuidados necessários para este fim, é importante acompanhar quais são as principais ameaças. Confira a seguir quais delas devem ser prevenidas e, também, ter medidas de mitigação de riscos, caso o ataque seja bem-sucedido.
Ransomware
O ransomware é um ataque que tem sido cada vez mais preocupante pela extensão dos danos que ele é capaz de proporcionar. Isso porque ele é um ataque difícil de ser identificado e parado sem o monitoramento necessário.
Esse ataque atua criptografando as informações presentes em um hardware ou servidor, fazendo com que eles fiquem indisponíveis. Apenas os hackers conseguem desproteger os dados e torná-los acessíveis novamente. Porém, para isso, exige um pagamento de sequestro para a devolução do acesso. E nem sempre ele, de fato, libera após esse momento.
DDoS
Os ataques DDoS são aqueles baseados em causar a inatividade dos serviços por meio de sobrecarga. A ideia é acionar um alto volume de solicitações e, a partir disso, o serviço cai.
Normalmente ele é utilizado como uma forma de gerar prejuízo para a empresa mas, também, pode ser uma cortina de fumaça para outros tipos de ataques. Mas como funciona isso?
Enquanto os profissionais de TI estão tentando reparar o funcionamento do sistema, os hackers aproveitam a falta de visibilidade para poderem atuar em outras vulnerabilidades sem ser visto e, com isso, conseguem ter maior sucesso.
Por isso, ter um bom sistema que permita acompanhar quais são os volumes de tráfego e aumentar a banda, sem perder o acompanhamento de outros pontos do monitoramento de segurança de TI da empresa.
Phishing
Esse é um dos ataques mais antigos e, infelizmente, mais comuns até hoje. Isso porque ele depende da capacidade de identificação do usuário de que aquele tipo de ação é fraudulenta.
O phishing é um nome alusivo à “fishing” (termo em inglês para “pescaria”). A ideia é utilizar uma isca que chame a atenção da vítima e, ao mesmo tempo, finja que é uma comunicação legítima.
Com isso, ele faz a pessoa fornecer informações ou benefícios que são desejados pelos profissionais. Nós demos alguns exemplos já, como fingir que é um contato genuíno do RH para obter credenciais de acesso de sistemas importantes.
Por isso, é um dever constante treinar os profissionais para identificar tentativas de phishing e não cair nos golpes. Isso porque os profissionais estão sempre reinventando e melhorando as técnicas para parecer mais eficientes e conseguir enganar os profissionais.
Trojan
O Trojan também é um ataque clássico e que pode prejudicar seriamente a empresa. Seu outro nome é “Cavalo de Troia” e o nome é bem sugestivo.
A ideia é utilizar uma comunicação que pareça genuína e induzir o usuário a baixar um arquivo ou acessar um link. A partir disso, um malware é instalado em sua máquina, sem que você perceba.
Com isso, o Trojan busca facilitar a entrada de outros tipos de vírus intrusivos, obter informações sigilosas, entre outros tipos de ação. Por isso o nome “Cavalo de Troia”: a partir do momento que esse “presente” entra em seu dispositivo, ele começa a atuar para obter benefícios para os cibercriminosos.
Quais cuidados a equipe de RH deve ter com a cibersegurança?
Diante de tantas possibilidades de problemas, é fundamental que os profissionais estejam atentos para identificar quais são os cuidados que precisam ser tomados para evitar riscos quanto à cibersegurança. Veja mais a seguir.
Conte com sistemas seguros
Muitas vulnerabilidades são acessadas justamente por meio de brechas nos sistemas que você utiliza em sua empresa. Por isso, sempre conte com empresas que estão sempre atualizando suas soluções, a fim de corrigir problemas que podem ser explorados por cibercriminosos.
Tenha um bom antivírus
O antivírus é um mecanismo importante de barreira para proporcionar maior proteção para os dispositivos como um todo. Ele reconhece tentativas de intrusão e instalação de malwares nos dispositivos. Ele é um dos primeiros responsáveis por impedir problemas no seu dispositivo.
Adote protocolos de cibersegurança
As falhas humanas são motivos comuns de problemas de segurança no setor de RH. Para sanar essa questão, é fundamental trazer protocolos específicos de conduta e evitar que eles aconteçam.
Por exemplo, um ato equivocado no meio de um ataque ransomware pode complicar ainda mais a situação. Por isso, deve-se ter um documento que normatize o que deve ser feito nesse momento.
Treine os profissionais
Além disso, treinar os profissionais para evitar as principais falhas de segurança é fundamental para que eles estejam cientes de como identificar problemas e saber como proceder em tentativa de ciberataque. Por isso, faça treinamentos periódicos para cuidar dessas questões.
O que a cibersegurança tem a ver com a LGPD?
Além de todos os pontos que levantamos, outra questão fundamental é entender a relação entre cibersegurança, LGPD e RH. Para isso, vamos entender melhor o que é a LGPD, sua relação com o setor de RH e como a cibersegurança é importante neste processo.
O que é a LGPD
LGPD é a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e é a lei atual que visa garantir a privacidade das pessoas sobre seus dados pessoais, garantindo a autonomia de decisão sobre o que será feito deles e exige a proteção das informações por parte de quem faz a coleta.
Neste caso, as empresas são responsáveis por manterem o sigilo e privacidade das informações pessoais, garantindo que elas não sejam acessadas por terceiros que não tenham direito a elas. Caso seja comprovado algum tipo de negligência nas medidas de proteção, elas poderão responder dentro dos dispositivos legais.
Desde 2021, a Agência Nacional de Proteção de Dados Pessoais (ANPD) pode sancionar as empresas que ferem os dispositivos da lei. Algumas das sanções previstas por ela são:
- multa simples;
- multa diária;
- publicização das infrações;
- paralisação das atividades referentes à infração;
- remoção dos dados referentes à infração.
A relação da LGPD com o RH
A LGPD está diretamente relacionada com o setor de RH, principalmente, por esse setor abrigar os dados dos profissionais contratados e, até mesmo, dos candidatos para recrutamento em processos seletivos.
Por exemplo, o RH abriga cópias dos documentos dos profissionais, que são obtidos no ato da contratação, além de dados cadastrais fundamentais para uma boa gestão estratégica de pessoas.
Outro ponto é que esse é um setor que pode, em alguma medida, trabalhar com armazenamento de dados sensíveis definidos pela legislação e que demandam maior cuidado, previsto pela lei. Estão entre eles:
- origem racial ou étnica;
- opinião política;
- filiação a sindicatos;
- princípios religiosos;
- dados de saúde (por exemplo, dados de exames admissionais, periódicos e demissionais e testes psicológicos);
- dados sobre orientação e vida sexual;
- dados genéticos ou biométricos.
Muitas empresas dependem de ter essas informações internamente, principalmente, os que dizem respeito a questões de saúde. Nesse caso, o tratamento exige ainda maior cuidado, já que são informações que podem proporcionar discriminações caso vazem.
Por isso, o setor de RH precisa estar alinhado com a legislação vigente, bem como também acompanhar eventuais alterações que possam acontecer na lei, bem como analisar as jurisprudências relacionadas com o tema.
A relação da LGPD com o RH e cibersegurança
Lembra-se que falamos sobre sanções relacionadas com negligência no que diz respeito à proteção dos dados e que podem gerar sanções? Pois é, por isso a cibersegurança tem um papel fundamental para proporcionar a adequação para a LGPD.
Ao adotar as principais medidas de segurança, é possível proporcionar todas as ações necessárias para conseguir garantir não só que terceiros tenham acesso aos dados, mas que eles sejam perdidos ou passem por problemas de vazamento.
A cibersegurança no RH é um ponto fundamental para proporcionar que o setor atue com menor chance de ocorrência de problemas. Por isso, não deixe de ficar atento para atualizar-se com as principais medidas para proporcionar os cuidados necessários e manter o RH seguro e produtivo.
O Grupo Seres é autoridade em consultoria de RH já por quase 60 anos, sempre se atualizando e trazendo o que há de melhor para os processos com segurança. Conheça nossas soluções aqui.
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Entenda melhor qual a diferença entre headhunter e recrutador
Embora as palavras headhunter e recrutador sejam muito usadas com o mesmo objetivo, existem grandes diferenças entre elas. Apesar de haver semelhança na atuação dos profissionais, cada um tem um objetivo específico dentro do processo de seleção.
Conheça, no post, a diferença entre cada um dos perfis, as características e como cada profissional pode contribuir para alcançar os objetivos profissionais! Confira!
O que é um headhunter?
Um headhunter tem a função de auxiliar as empresas a encontrarem os candidatos adequados para certas posições, conforme habilidades específicas. Geralmente eles são contratados pelas organizações para encontrar as pessoas certas para os cargos.
Eles também são conhecidos pelo nome caça talentos, por conta de sua função de selecionar os candidatos ideais para cada vaga de nível alto. Essas vagas, na maior parte das vezes, são confidenciais.
Quais as características de um headhunter?
Para ser um headhunter é necessário proatividade, pois isso ajuda a exercer as suas funções, buscando profissionais que já estejam trabalhando ou não. Diversos headhunters são especializados em determinados mercados e nichos de atuação. Dessa maneira, os profissionais formam uma rede com experiência e habilidades em áreas específicas.
Veja o que é preciso saber sobre o headhunter:
- a contratação é para selecionar o candidato certo para cada vaga;
- ele é especializado em uma área específica;
- não é responsável pela contratação dos candidatos que são selecionados, e, sim, por indicar uma lista dos candidatos que mais se adéquam a vaga;
- geralmente, é pago para preencher vagas de gerentes, cargos estratégicos e executivos;
- entra em contato com candidatos passivos e ativos, ou seja, que estejam buscando trabalho ou não;
- tem uma grande rede de contatos;
- tem experiência executiva.
O que é um recrutador?
Em muitos casos, esse especialista é o responsável por divulgar as vagas, fazer a triagem preliminar de candidatos e também contratar os funcionários. Ao contrário do headhunter, os recrutadores tendem a trabalhar com todos os nichos.
Quais as características do recrutador?
Usualmente, um recrutador não procura ativamente por candidatos. Em vez disso, ele posta um anúncio de emprego e os profissionais interessados se candidatam. Ele ocupa várias funções no trabalho, incluindo contratação e tarefas de recursos humanos. Há a participação em várias fases de recrutamento, dessa forma, ele faz a seleção de currículos, entrevistas, aplicação de provas e dinâmicas.
Quase sempre ele é um funcionário da empresa, mas o profissional também pode ser contratado por agências para realizar o recrutamento. Sua função está relacionada aos candidatos a emprego, ou seja, aqueles que estão à procura de emprego.
Qual a diferença entre headhunter e recrutador?
Tanto o headhunter quanto o recrutador precisam encontrar candidatos para o cargo vago. Mas a grande diferença está na forma como esses profissionais se envolvem no processo de seleção. Um headhunter é alguém que é um expert externo, freelancer ou contratado provisoriamente por uma empresa.
Ele tem o objetivo de procurar os melhores perfis de candidatos para vagas de emprego. Então, envia uma lista para a empresa que só tem as pessoas ideais para o trabalho. Assim, uma vez que o headhunter tenha compartilhado a lista com a contratante, a sua participação no processo de contratação termina.
Por outro lado, um recrutador é um especialista que executa tarefas, como criar um plano de recrutamento, definir metas internas de recrutamento, publicar anúncios de emprego, selecionar currículos, fazer entrevistas e recrutar.
Consequentemente, os recrutadores estão totalmente envolvidos até o final do processo de seleção. Da mesma forma, eles podem estar envolvidos no trabalho diário do departamento de RH. Normalmente, os recrutadores participam de todo o processo de seleção, desde a publicação da vaga até a entrevista e a contratação, diferentemente dos headhunters.
Um profissional pode contratar um headhunter ou um recrutador?
Os dois perfis não trabalham para candidatos, somente para empresas. Assim, se você está em busca de uma nova oportunidade, pode contratar um job hunter. Da mesma maneira, se deseja fazer uma transição de carreira, um coach ou consultor de carreira são excelentes opções.
Como o job hunter busca por melhores oportunidades para os profissionais, ele geralmente mantém uma relação próxima com headhunters. Dessa forma, é uma ideia inteligente manter um relacionamento agradável com todos os profissionais envolvidos. Isso porque um networking de qualidade pode resultar em boas oportunidades.
Como ser encontrado por um recrutador?
Os recrutadores encontram os candidatos facilmente. Para fazer isso, basta se candidatar a um emprego. Além disso, ajuda se você mantiver o seu perfil e rede atualizados no LinkedIn.
Lembre-se de que você deve atualizar seu currículo para corresponder ao cargo em questão. Assim, pode usar palavras-chave colocadas em sua área para chamar a atenção dos recrutadores.
A participação no processo seletivo, mesmo se você não conseguir o emprego, pode ser uma valiosa oportunidade de otimizar a relação com um recrutador. Isso pode levar a um convite para outra entrevista ou mesmo a ofertas de emprego em outras empresas no futuro.
Como um headhunter pode encontrar você?
Para que um headhunter encontre você, ter um perfil ativo no LinkedIn, investir em seu marketing pessoal e cultivar a sua rede de contatos são tarefas indispensáveis. No entanto, é improvável que um headhunter entre em contato se você não tiver nenhuma experiência em um cargo gerencial. Isso porque a missão desses profissionais é encontrar candidatos para cargos de gestão, vagas estratégicas e cargos executivos.
Mesmo assim, não perca a oportunidade. Por exemplo, se um headhunter fizer contato com você sobre uma vaga na qual não está interessado, e você conhece uma pessoa com o perfil certo, indique e crie um bom networking. Essa é uma boa maneira de desenvolver um relacionamento com o headhunter, pois, futuramente, ele pode oferecer uma vaga que seja do seu interesse.
Conseguiu compreender as diferenças entre um headhunter e recrutador? Vimos que um headhunter trabalha procurando o candidato ideal para vagas de gestão, enquanto um recrutador analisa os perfis de candidatos que estão interessados nas vagas por ele postadas. Independentemente da situação atual do candidato, é essencial que os perfis estejam atualizados, para que sejam analisados corretamente pelos profissionais.
Confira, neste artigo, mais detalhes sobre os headhunters!
Cálculo de hora extra: o que diz a legislação e como fazer?
Todos sabem que os funcionários frequentemente trabalham horas além do que está no contrato para concluir as tarefas. Esta é a principal razão para as ações contra a empresa, as horas extras. Há muitos processos envolvendo as finanças das corporações. Por esse motivo, é primordial saber sobre a legislação e fazer corretamente o cálculo hora extra.
A lei da CLT no Brasil estipula que uma jornada normal de trabalho é de 8 horas por dia, como um máximo, e quarenta e quatro horas por semana. Consequentemente, o adicional de trabalho é avaliado como hora extra, que está sujeito ao pagamento. Neste post, falamos sobre Horas Extras e quem tem direito a trabalhar horas extras, como calcular e todos os detalhes. Confira!
Por que é importante calcular hora extra?
Compreender o que são horas extras e como elas diferem das horas normais de trabalho evita mal-entendidos. Além disso, evita questões com funcionários e perdas com ações trabalhistas.
O que é hora extra?
Horas extras são definidas como todas as horas que excedem o tempo máximo de trabalho acordado entre empregado e empregador. O contrato é um documento para especificar as horas normais de trabalho e o excesso que será recontado como horas extras.
O método de cálculo do pagamento de horas extras deve estar de acordo com a legislação no Brasil. Nessa intenção, para cada tipo de hora extra há uma regra diferente. Sendo que a principal delas é que o contratante precisa fazer o pagamento do valor adicional por horas extras.
É comum remunerar 50% do valor acima da hora de trabalho normal. Mas, no caso de turnos com plantão, escalas de trabalho ou trabalhos diferentes do acordado. O pagamento não pode ser inferior ao que está expresso na legislação.
Porém, para não ter questões legais, há um limite diário para a quantia de horas extras. É estipulado duas horas acima do dia comum de trabalho. Em ocorrências excepcionais, com justificativa adequada da empresa, é possível trabalhar quatro horas a mais durante o dia.
Quem tem esse direito a horas extras?
É comum no Brasil emergir diversas dúvidas sobre responsabilidades legais devido a burocracia e quantidade de determinações. Com o direito do trabalho é igual.
De acordo com a CLT, que é a Consolidação das Leis de Trabalho, os trabalhadores com carteira assinada têm o direito ao ressarcimento de horas que excedam as horas de trabalho acordadas, isso inclui trabalhos fora da empresa.
Funcionários que estão em home office ou em modo de trabalho remoto também são elegíveis. Atualmente, para auxiliar no gerenciamento de quanto de horas extras, é possível utilizar tecnologia a nosso favor, pois existem diversos softwares de gerência disponíveis.
Assalariados que trabalham por turnos ou de plantão podem ou não ser elegíveis para horas extras. Isso vai depender do que foi combinado no seu contrato de trabalho.
Quando não é permitido fazer hora extra?
É um direito de todo trabalhador fazer horas extras, incluindo trabalhadores domésticos. Porém, há exceções, veja:
- Funcionários de meio período, trabalhando até 25 horas por semana;
- estagiário;
- freelancers;
- profissional liberal.
No primeiro caso, a proibição atende à legislação 59 presente na CLT, portanto, é proibido.
A lei 11.788 explica que a carga horária deve ser de quatro a seis horas diárias para os estagiários, com o objetivo de não impedir e nem atrapalhar em seus estudos, sendo proibidas horas extras. A remuneração destinada ao estagiário tem o nome de bolsa auxílio, dessa forma, não é uma forma de trabalho, e sim uma experiência real destinada para a utilização dos conhecimentos conquistados na faculdade.
Os freelancers e autônomos, por outro lado, não possuem vínculo empregatício. Portanto, eles não podem receber legalmente as horas extras. São profissionais pagos de acordo com a demanda ou por hora, como agentes imobiliários, designers, programadores e outros.
Como calcular horas extras?
Sabendo de todas essas informações a respeito da legislação, também é importante estudar como calcular a hora extra. Embora cada empregado receba um valor de forma fixa, se a jornada de trabalho superar a estipulada no contrato a empresa deverá arcar com os custos.
Há também casos especiais, por exemplo, com combinados entre a empresa e o empregado, com plantão 12 por 36 em que os funcionários trabalham doze horas e descansam trinta e seis horas.
Antes de entender como contabilizar horas extras, é importante saber como calcular a carga horária e folha de pagamento, que é uma forma de saída que influencia o fluxo de caixa da empresa.
Você pode trabalhar 8 horas por dia de segunda-feira até sexta-feira e ganhar 1500 reais. A carga horária total é de 40 horas por semana e duzentas horas ao mês. Então, dividindo 1.500 por 200 dá ao assalariado uma renda horária de R$7,50.
Preço da hora extra
De forma legal, o preço das horas extras é de cinquenta por cento do salário do empregado. Considere os dados do exemplo anterior, com o valor do salário de sete reais e cinquenta centavos por hora, a conta a aplicar é: valor pago pela hora mais cinquenta por cento, o resultado é o valor das horas extras, que, no caso, será onze reais e vinte e cinco centavos.
Adicional Noturno
Trabalhar a noite é uma função exaustiva, logo, quem está trabalhando das 22 pm às 05 am também obtém um adicional de salário por mês, denominado adicional noturna. O valor calculado é de vinte por cento a mais sobre o salário durante o horário normal.
Final de semana
Domingos e feriados estão incluídos no aviso de horas extras. Nessa ocasião, o percentual determinado pela legislação trabalhista é de cem por cento, sendo assim, o valor custeado é o horário normal 2 vezes 2.
É possível substituir a hora extra pelo banco de horas?
Outra opção para cortar custos relacionados às horas extras é optar pelo banco de horas. Mas lembre-se das regras a seguir:
O banco de horas pode ser compreendido como compensação das horas. Ou seja, o valor das horas trabalhadas a mais serão trocados por dias de folga. Assim, os acordos devem ser estabelecidos de forma coletiva, e o acordo pode ser renovado a cada ano. Um padrão é que, para cada hora que o funcionário trabalha, ele ganha o mesmo em descanso.
Existe também uma forma de compensação para o mesmo mês em que é criada a hora extra. Em geral, é considerado o que está no que foi formalmente combinado entre o patrão e os empregados.
Assim, é possível fazer o cálculo de hora extra da forma correta, com o objetivo de evitar problemas futuros e prejuízos para a empresa. Isso é possível com a equação apresentada e com o registro correto das horas trabalhadas, além de ser necessário seguir o acordo entre trabalhador e empresa.
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O que é um headhunter e como se tornar um?
Você sabe o que é um headhunter? Cada vez mais as empresas estão em busca de profissionais especializados nessa área e que atuem para facilitar a contratação de talentos para o negócio.
Por isso, esse é um mercado bastante interessante para quem está em busca de alocação profissional ou mudança de ares. Pensando em você que quer saber mais sobre o que é um headhunter e como se tornar um, preparamos um material completo sobre o assunto.
Confira a seguir!
O que é headhunter?
Headhunter (que pode ser chamado, em português, de “caça talentos”) é um profissional especializado em encontrar perfis profissionais tanto de alto nível, quanto aqueles que precisam ter um nível específico de qualificação, principalmente quando há questões técnicas específicas, para atuar em determinada área.
Qual o perfil do headhunter?
Para identificar se essa é uma área na qual você tem interesse em atuar, separamos as principais características do perfil profissional do headhunter. Veja a seguir.
Iniciativa
A iniciativa do headhunter quase flerta com a ousadia. Muitas vezes, saber o momento certo de prospectar um profissional insatisfeito com o atual local de trabalho poderá ser o pulo do gato para conseguir trazer esse talento para o negócio.
Por isso, ele precisa ser um profissional que tenha um bom feeling de tomar a iniciativa no momento certo, analisando qual a melhor abordagem caso a caso, para proporcionar bons resultados para a empresa contratante.
Liderança
Outro ponto importante do perfil de um headhunter é ter uma postura de liderança no dia a dia. Isso não quer dizer, necessariamente, gerenciar um time, mas ter um comportamento de quem está em cargos de alto nível.
Por exemplo, um líder está preparado para compreender a importância de análises de riscos e, assim, saber em qual momento vale a pena assumir a chance de um erro. Com isso, é possível ter melhores resultados para conseguir atrair aquele talento que poderia ser impossível sem isso.
Capacidade de negociação
Flexibilidade e capacidade de negociar são duas características fundamentais desse profissional. Isso porque, muitas vezes, o headhunter deverá negociar a saída de uma liderança da sua atual posição para assumir um novo cargo.
Para isso, ele precisa compreender quais são as questões e demandas daquele profissional para fazer uma proposta que seja persuasiva e que consiga atrair a atenção da pessoa.
Escuta ativa
Para conseguir proporcionar uma negociação eficiente e que realmente capte a atenção do talento, o headhunter precisa ter a capacidade de escuta ativa. Isso porque, muitas vezes, o que poderia ser um diferencial pode ser ouvido na fase de negociação e ser muito mais fácil de obter do que questões financeiras (por exemplo, um alto salário como liderança).
Por exemplo, um profissional pode ter o desejo de ter uma rotina mais flexível para ter melhor qualidade de vida, e o aumento do salário nem ser algo tão relevante. A partir da escuta ativa, o headhunter identifica isso e consegue fazer uma boa proposta.
Quais são as funções de um headhunter?
Outro ponto importante é conhecer também quais são as atribuições que um headhunter tem em seu dia a dia. Vejamos a seguir as principais delas.
Definir perfil junto à empresa
Em primeiro lugar, o profissional senta-se junto às lideranças da empresa e busca compreender quais são as demandas e questões envolvidas para aquele cargo específico. Com isso, é possível identificar o que é necessário para a realização daquela função naquele negócio.
Por exemplo, se a busca é por um CFO (Chief Financial Officer, ou executivo que atua como diretor financeiro), é preciso definir quais são as características que essa liderança deve ter tanto para o exercício dessa função específica quanto, também, de acordo com a cultura organizacional do negócio.
Estudar o mercado
O profissional também precisa acompanhar quais são as demandas e novidades do mercado, tanto de modo geral (ou seja, aquilo que atua sobre a área empresarial como um todo) quanto sobre áreas específicas.
Por exemplo, hoje, as lideranças precisam ter uma visão holística do negócio, bem como atuar com decisões orientadas por dados. Diante disso, o headhunter sabe que deverá encontrar perfis de pessoas que atuam dentro dessas diretrizes.
Além disso, há peculiaridades específicas que estão concernentes a cada área. Por exemplo, o setor de Tecnologia da Informação passou por diversas transformações, saindo de uma TI tradicional para uma mais moderna.
Um headhunter precisa compreender essas mudanças, pois trazer uma liderança com perfil de TI tradicional para uma empresa que já surge nesse contexto moderno pode trazer graves prejuízos para o negócio e atrapalhar a sua carreira, manchando o seu nome no mercado.
Negociar com o talento
Quando o profissional encontra um talento para uma vaga específica, ele deverá atuar, também, com a negociação, para que ele aceite o convite de trabalhar na empresa que contratou o caça talentos.
Isso envolve uma comunicação persuasiva e a capacidade de ouvir as demandas e expectativas daquele profissional e, assim, identificar quais são as questões que podem favorecer uma negociação.
Como dissemos, nem sempre um salário melhor do que o posto anterior será um diferencial. Às vezes, a questão mais importante poderá ser uma jornada flexível de trabalho, e é possível intervir junto à contratante para obter essa possibilidade, fechando, assim, o recrutamento com o talento.
Analisar os perfis nos processos seletivos
Outra possibilidade de atuação deste profissional é estar diretamente envolvido em processos seletivos abertos. Neste caso, ele atuará em conjunto com os demais profissionais do RH para acompanhar quem é o mais indicado para ser contratado.
Para isso, ele poderá contar com diversas ferramentas de avaliação, entre elas:
- avaliação psicológica;
- análise de currículo;
- análise de portfólio;
- busca de recomendações de ex-colegas de trabalho;
- análise de resultados obtidos em suas atividades;
- testes on-line;
- dinâmicas em grupo, entre outros.
Como se tornar um headhunter?
Se um headhunter está sempre em busca de pessoas altamente qualificadas para cargos específicos, é preciso que ele, também, seja um profissional capacitado para cumprir suas funções.
Não há uma graduação específica para atuar na área, mas é comum que os profissionais sejam especializados em RH, coaching e sempre estejam se atualizando com os melhores cursos sobre gestão de pessoas.
Agora que você sabe o que é um headhunter e como se tornar um, invista nessa carreira. Muitas empresas estão em busca desses profissionais para conseguir formar um time de sucesso, e pode ser uma ótima oportunidade para seu crescimento profissional.
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5 tipos de afastamento do trabalho e como lidar com eles
Se afastar de suas funções na empresa não é nada agradável, tanto para o empregado como para o empregador. Porém, é comum nos ambientes corporativos, em algum momento, que alguém precise tirar uma licença. Agora, você sabe quais são os tipos de afastamento de trabalho?
Um colaborador se afasta de seu trabalho por várias razões, mas também não pode ficar sem sustento. O afastamento pelo INSS acaba gerando apreensão e dúvidas para os funcionários e também para as empresas.
Por isso é função do gerente de recursos humanos estar bem-informado e esclarecer tudo ao profissional. Confira neste texto então 7 tipos de afastamento do trabalho e como lidar com eles.
O que é afastamento do trabalho?
Existem vários tipos de afastamento do trabalho, mas ele acontece por apenas um motivo: o trabalhador fica incapacitado de fazer suas funções. Essa licença pode ser temporária ou permanente, dependendo de cada caso.
A incapacidade do trabalhador surge por algum motivo de doença, seja física ou psicológica, acidente, de trabalho ou não, ou até mesmo a licença-maternidade. A Covid-19 foi responsável pelo maior número de afastamento em 2021. Entretanto, em 2020 a pandemia ficou em terceiro lugar como maior causa das concessões de benefício, atrás apenas de problemas na coluna e ombro. Os dados são do Ministério do Trabalho e da Previdência.
Agora, o prazo do afastamento também influencia em como o funcionário irá receber o seu salário. Se o atestado médico entregue for maior do que 15 dias consecutivos, o trabalhador receberá o benefício pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Se o início do pagamento pelo INSS é a partir de 15 dias de atestado médico, o fim do benefício depende de cada caso. Ele pode ser tanto temporário, até a recuperação total do funcionário, como indeterminado.
Como funciona o afastamento dentro da empresa?
O colaborador que tem o afastamento do trabalho continua a receber o seu salário normalmente, não sendo descontados os dias fora da empresa. Porém, para a organização ele precisa comprovar o motivo da licença a partir do que considera a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
Se estiver dentro do que determina a CLT e o prazo for maior do que 15 dias de afastamento, o funcionário receberá pelo INSS o benefício. O valor pode ser diferente de seu salário, sendo normalizado quando ele retornar ao trabalho. Nessa primeira quinzena, é a empresa que arca com o pagamento para o funcionário. Mas a partir do 16º dia, ele começa a receber pelo INSS.
Alguns afastamentos têm um prazo pré-estipulado, como é o caso da licença-maternidade, prevista em lei. A mãe tem o direito a 120 dias sem trabalho para cuidar dos primeiros meses do bebê. Já a licença-paternidade tem cinco dias previstos, de acordo com a Constituição. Entretanto, se a companhia faz parte da Empresa Cidadã, o prazo é estendido para 20 dias.
Outros tipos de afastamento de trabalho são por tempo indeterminado, como por causa de doença ou acidente. Ele será dado ao colaborador até que se persista a incapacidade temporária para o trabalho.
Vale destacar que o afastamento é diferente da falta justificada, essa por apenas alguns dias, como por doar sangue, falecimentos de familiares, casamento do funcionário.
Confira os 5 tipos de afastamento do trabalho
Agora que você sabe o que é o afastamento do trabalho e suas diferenças, vamos mostrar os cinco principais tipos e como lidar com eles dentro da empresa.
Afastamento por doença física
A doença física é um dos principais tipos de afastamento de trabalho. Aliás, a dor nas costas é o que mais afasta o funcionário da empresa. Muitas vezes é devido ao próprio tipo de trabalho, causando a famosa DORT (Doença Osteomuscular Relacionada ao Trabalho).
Nesta situação, a empresa deve solicitar o atestado médico para comprovar que ele está de fato impossibilitado, bem como a indicação de dias necessários do afastamento. Se for menor do que 15 dias, a empresa paga a remuneração sem descontos extras. Agora, ficando mais que esse período, ele receberá pelo INSS.
Afastamento por doença emocional
Não são apenas as doenças físicas que podem afastar o trabalhador da empresa, mas também as psicológicas. A depressão, por exemplo, está entre as principais causas da licença. De acordo com especialistas, dos 10 maiores motivos de afastamento, cinco são psiquiátricos.
Neste caso, para o RH, as medidas são as mesmas para a doença física. Pedir o atestado com o prazo de afastamento, além de outros documentos. O prazo da licença depende de cada caso.
Afastamento por acidente
Seja no trabalho ou fora dele, os acidentes também justificam o afastamento do trabalho pela incapacidade laboral. Quando isso acontece fora do horário de trabalho, o procedimento é o mesmo dos anteriores.
Agora, se o acidente foi laboral, o trabalhador tem direito a estabilidade provisória no emprego por 12 meses. Ela serve também para pessoas que tiveram uma doença decorrente ao trabalho. O prazo da licença depende da total recuperação da pessoa. Para ter o auxílio, deve ser emitido o Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT).
Licença-maternidade
Esse tipo de afastamento do trabalho é um que tem o prazo definido, caso ocorra tudo bem na gestação e no parto. O tempo de licença-maternidade é de 120 dias, tanto em caso de parto, como de adoção de menor de idade. Nesse período então, a mãe/funcionária receberá o benefício pelo INSS por ultrapassar os 15 dias de licença.
A trabalhadora também tem a opção de sair de licença 28 dias antes do parto. As funcionárias devem entregar os documentos referentes à licença para o RH e o salário será mantido.
Por invalidez
Agora, quando o funcionário tem pouca ou nenhuma chance mais de exercer suas funções ele é afastado por invalidez. Nesse caso, quem determina é uma perícia médica feita por agentes do INSS.
A perícia tem uma renovação a cada período para comprovar a incapacidade persistente do trabalhador. Assim, o contrato de trabalho é suspenso e o trabalhador é aposentado por invalidez. O RH providencia a documentação necessária para provar o vínculo de trabalho e o profissional se apresenta ao INSS.
Como reduzir o nível de afastamento?
Para a empresa não sofrer com esses tipos de afastamento de trabalho vale investir em práticas para reduzir o nível de licença. Várias atitudes ajudam na qualidade de vida laboral do funcionário, como:
- incentivar a ginástica laboral;
- investir em planos de saúde;
- oferecer acompanhamento psicológico;
- buscar por equipamentos ergométricos;
- incentivar o uso de Equipamentos de Segurança (EPI e EPC);
- acompanhar a saúde do trabalhador.
Você conferiu neste texto os tipos de afastamento de trabalho e o que fazer em cada um deles. Porém, é fundamental que a empresa busque ações para melhorar a saúde laboral do funcionário e assim reduzir as licenças.
Gostou do conteúdo? Esperamos que ele tenha ajudado a esclarecer suas dúvidas sobre o tema. Para receber mais conteúdo assim, assine a nossa newsletter aqui e fique pode dentro da área de Recursos Humanos e Gestão de Pessoas.
Grávida pode trabalhar? Saiba o que a lei diz a respeito
Será que uma pessoa grávida pode trabalhar normalmente? A gravidez é uma experiência incrível, mas muitas mulheres ficam com medo de não conseguirem um emprego ou serem despedidas durante esse período quando já estão empregadas. Contudo, existem leis que protegem as mulheres grávidas e seus direitos.
Neste artigo, vamos falar sobre o processo de gravidez em relação ao trabalho e o que diz a legislação trabalhista acerca desse assunto. Também falaremos sobre como conseguir um emprego mesmo estando grávida, com dicas muito valiosas. Confira!
Grávida pode trabalhar?
Trabalhar durante a gravidez é permitido em todo o território nacional, mas esse direito vem acompanhado de alguns cuidados relativos à saúde da gestante e do bebê. Sendo assim, as mulheres não devem ser forçadas a trabalhar em atividades que colocam sua gravidez e bem-estar em risco.
Além disso, as gestantes podem ter mais flexibilidade em sua carga horária para a realização de exames e também para repousos em momentos que não se sentirem bem. Após o nascimento da criança, a lei também assegura estabilidade do emprego e mecanismos que auxiliem na qualidade de vida e na saúde da mãe e do bebê, como veremos em detalhes nos próximos tópicos.
O que diz a legislação sobre o trabalho para gestantes?
À medida que a gravidez chega, as mulheres começam a pensar sobre as leis de segurança do trabalho e proteção social que lhes são garantidas. Afinal, qual é a situação legal quando se trata de gestantes? A resposta está na CLT – Consolidação das Leis do Trabalho. Veja os principais pontos em relação aos direitos das gestantes e parturientes.
Mudança de função
Gravidez não é doença, mas inspira cuidados, afinal existem algumas atividades que colocam em risco a saúde do bebê e da própria mãe. Por isso, a lei garante à gestante uma adaptação em sua rotina laboral para proporcionar um processo saudável e sem impactos à gestação.
Um exemplo recente foi dos profissionais de saúde, como médicas e enfermeiras, que tiveram que ser realocadas durante o auge da pandemia de COVID-19, já que foram consideradas um dos grupos de risco para a doença.
Consultas e exames
O artigo 392 da CLT garante às profissionais gestantes o direito à dispensa durante o horário de trabalho para a realização de até 6 consultas ou exames, sem prejuízo em sua remuneração. Esse direito é concedido para que a mãe possa cuidar devidamente de sua gestação sem se preocupar com seus proventos.
Repouso
A legislação assegura um descanso adicional devido às mudanças físicas e emocionais sofridas pela mulher durante a gestação. Outra providência se dá em determinados tipos de atividades, que podem contar o fornecimento de equipamento adaptado para suportar o peso da barriga e locais adequados para realizar pausas ao longo da jornada.
Licença-maternidade
A Lei 10.736/2003 regulamenta a licença maternidade no Brasil e garante 120 dias de afastamento remunerados, desde a data do nascimento do bebê, para as empregadas que se enquadram nas condições especificadas na lei. Pessoas que adotam uma criança também se enquadram nessa lei, tendo, portanto, os mesmos direitos garantidos.
Além disso, a própria empresa pode estender a licença por mais 60 dias, caso faça parte do programa Empresa Cidadã. Muitas organizações, principalmente as mais modernas e atualizadas, proporcionam essa extensão às suas colaboradoras para promover mais qualidade de vida e retenção de talentos.
Amamentação
Para as profissionais que tiveram apenas 120 de licença-maternidade, é garantido o direito de 2 pausas de 30 minutos para a amamentação da criança ou a ordenha do leite materno, até que o bebê tenha 6 meses de vida. Após esse período, fica a critério da empresa definir se serão permitidas pausas e jornadas mais flexíveis, com um modelo híbrido ou 100% remoto.
Estabilidade provisória
A estabilidade provisória no emprego é garantida pela lei 8.213/91. De acordo com essa norma, as trabalhadoras têm direito a permanecer na sua vaga de trabalho por até 120 dias antes e 180 dias após o parto. Além disso, essa lei garante auxílio-doença acidentário para as gestantes que não possam comparecer ao trabalho devido à gravidez.
Os principais direitos garantidos por essa lei são:
- manutenção da remuneração inviolável durante todos os meses do afastamento para fins maternidade;
- pagamento do salário-família;
- recomposição dos vencimentos na volta à jornada normal;
- manutenção da carteira profissional ativa;
- usufruir do descanso pré-natal obrigatório.
É possível conseguir um emprego estando grávida?
Sim! Mas não é muito fácil, frente ao mercado ainda bastante preconceituoso que temos no Brasil. A boa notícia é que as empresas mais sérias e inovadoras contratam pessoas em diferentes estágios de gravidez, até mesmo as que já estão com a data do parto mais próxima.
Algumas atitudes ajudam a encontrar essas empresas e conseguir o tão desejado emprego sem ter que abandonar o sonho da maternidade.
Esteja visível para o mercado
Mantenha seus contatos profissionais sempre aquecidos, converse com pessoas da sua área constantemente e faça novos contatos via LinkedIn. Lembre-se de interagir com pessoas que possam ajudar em seus objetivos de carreira, seja com indicações para vagas, seja com dicas e novos conhecimentos.
Mantenha-se atualizada
Durante todo o tempo em que estiver buscando um emprego, fique por dentro das novidades do setor, nunca deixe de estar atualizada. Faça cursos, participe de eventos online presenciais, leia livros e siga as principais referências do mercado nas redes sociais. Isso vai ajudar a manter seu currículo atrativo.
Não force a contratação
Busque por empresas que tenham uma cultura mais moderna, que não tenha preconceito contra mulheres e gestantes. Seja sincera em todos os processos seletivos que participar sobre sua condição de gestante para evitar o desgaste e a frustração de passar por todo um processo seletivo em uma empresa que não está preparada para assumir esse tipo de contratação.
Como vimos, uma mulher grávida pode trabalhar normalmente, desde que sua atividade laboral não ponha em risco a gravidez. Empresas sérias e comprometidas com a qualidade de vida de seus colaboradores não enxergam uma gestação como um problema, por isso são sempre mais bem-vistas no mercado pelos bons profissionais.
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O que é desenvolvimento profissional e o que é importante para ele?
Atualmente, cada vez mais, temos nos deparado com um mercado de trabalho altamente competitivo, em que, via de regra, um número significativo de profissionais se candidata para o preenchimento de uma só posição em aberto. Além disso, com a contínua evolução que abarca as mais diversas áreas e as inovações constantes provenientes da presente era de transformação digital na qual vivemos, é esperado que a concorrência continue aumentando.
Nesse sentido, embora a experiência e a formação sejam fatores importantes para se destacar nos processos de recrutamento e seleção (R&S), quem não acompanhar as atualizações do seu setor de atuação eventualmente acabará por ficar para trás. Por isso, é tão fundamental não apenas entender o que é desenvolvimento profissional nesse contexto, mas de que forma colocá-lo em prática.
Nas próximas linhas, vamos abordar o tema mais detalhadamente. Continue a leitura!
Afinal, o que é desenvolvimento profissional e por que é tão essencial nos dias de hoje?
O desenvolvimento profissional é, em regra, um dos principais objetivos da maior parte dos trabalhadores que investem continuamente na própria qualificação e visam a alcançar uma carreira bem-sucedida. No entanto, partindo dessa ideia, surge o questionamento: por que há quem chegue tão longe, enquanto outros parecem "patinar" no mesmo lugar, sem conseguir progredir?
O fato é que o "segredo" do sucesso está estreitamente relacionado às estratégias traçadas e colocadas em prática e, em alguns casos, inclusive nas oportunidades que cada um cria para si mesmo. Não raramente, obstáculos surgirão no percurso, mas é a disposição de "driblá-los" e seguir em frente que será determinante para continuar a caminhada e chegar ao destino.
É indiscutível: o mercado de trabalho está, sim, cada vez mais exigente, apresentando um sem-número de novas demandas a todo momento, o que só nos mostra por que é tão essencial se manter competitivo e preparado. Mas, em contrapartida, as chances de evolução e crescimento existem, especialmente para quem compreende que o desenvolvimento profissional implica deixar a zona de conforto e adotar uma postura mais proativa, assumindo o protagonismo da própria trajetória.
Então, na prática, trata-se de ampliar os conhecimentos, aperfeiçoar as habilidades e competências preexistentes e, é claro, direcionar os esforços para aprimorar os pontos ainda vulneráveis. Ou seja, envolve um conjunto de iniciativas construtivas que levam os profissionais à superação dos seus limites e, consequentemente, a uma escalada de êxito.
Quais são os principais fatores associados ao desenvolvimento profissional?
Nos dias de hoje, o domínio técnico — ainda que seja relevante — já deixou de ser um elemento suficiente para progredir profissionalmente. Um bom posicionamento no mercado requer habilidades mais bem elaboradas e que o tornem apto a enfrentar as pressões, os desafios e as dificuldades que surgem diariamente no âmbito organizacional.
Por isso, a seguir, vamos elencar os fatores-chave que se tornaram imprescindíveis para o desenvolvimento profissional:
- networking — que é fundamental para estabelecer conexões com outros profissionais e, a partir disso, estar a par das oportunidades, firmar parcerias e até trocar experiências;
- inteligência emocional — afinal, quem é capaz de gerir as próprias emoções transmite um excelente nível de maturidade profissional e de autocontrole;
- mentalidade voltada à inovação — que, geralmente, está presente em profissionais que são receptivos ao novo e aos desafios, que sabem atuar em equipe e que não têm medo de falhar, já que os resultados provêm da capacidade de tornar a imaginação uma realidade;
- facilidade de comunicação — que é essencial para trazer mais clareza aos diálogos, especialmente no momento de expor os próprios pontos de vista, prezando sempre pela assertividade e pelo uso de argumentos consolidados e mantendo o respeito ao posicionamento dos pares.
O que é necessário levar em consideração para dar início a esse processo?
Agora que você já entendeu o porquê de ser tão importante investir continuamente no próprio desenvolvimento profissional e viu como são diversas as competências que as empresas vêm buscando nos candidatos para integrar a sua força de trabalho, é hora de conhecer algumas iniciativas que o ajudarão a seguir rumo à excelência na sua carreira.
Trace objetivos
Você já refletiu sobre o que o impulsiona a seguir adiante? A realidade é que cada um tem as suas próprias razões para vencer as lutas diárias e, por essa razão, a motivação intrínseca é imprescindível, já que funciona como uma "mola propulsora" que nos leva a avançar.
Os propósitos nos guiam a todo momento, nos mais variados âmbitos. Logo, se você deseja alcançar um patamar mais elevado na sua carreira, é imperativo estabelecer aonde quer chegar, traçando os seus objetivos.
Mantenha o foco
A procrastinação é um problema bastante comum e, não raramente, está relacionada ao medo de falhar. No entanto, ceder ao impulso de "deixar para depois" — seja o que for — pode atrapalhar significativamente o seu desenvolvimento profissional, retardando-o.
Portanto, evite ao máximo perder o seu foco e não permita que as distrações que surgem ao longo do caminho desviem você do percurso que o levará ao destino desejado. Novamente, é necessário investir na automotivação, pensando na satisfação pessoal que você sentirá ao atingir o seu objetivo.
Amplie a sua percepção
É possível que um profissional de alto desempenho e com um excelente domínio técnico, mesmo após uma promoção, não consiga se destacar, correndo o risco de ter a sua progressão na carreira minada. Em muitos casos, isso acontece porque as novas habilidades inerentes à nova posição ocupada não são desenvolvidas.
Por essa razão, é necessário ser capaz de enxergar o todo. É indispensável, por exemplo, que você esteja sempre atento tanto à dinâmica do seu setor de atuação quanto ao funcionamento da empresa como um todo.
Como vimos, entender o que é desenvolvimento profissional e a sua importância no mercado de trabalho atual é apenas o ponto de partida para alcançar o sucesso. Atingir a excelência na carreira requer não somente a ampliação das suas habilidades — a exemplo da inteligência emocional e da mentalidade voltada à inovação —, mas também o exercício de um papel de protagonismo na própria trajetória, "driblando" os obstáculos e perseguindo uma escalada de êxito.
A leitura foi produtiva? Então, aproveite a visita para compartilhar o texto nas redes sociais e auxiliar os seus contatos a trilharem a própria jornada de sucesso.
Como desenvolver um RH inclusivo na empresa?
A diversidade faz parte da vida de todos nós, inclusive dentro das empresas. Por isso, ter um RH inclusivo se torna essencial para um bom relacionamento entre todos e para o crescimento da marca perante ao mercado e à sociedade.
Essa pluralidade pode estar na raça, orientação sexual, identidade de gêneros, deficiências, religião e, até mesmo, na condição social. Mas para a empresa que busca a inovação e os melhores profissionais é essencial ter uma política de processo seletivo inclusivo. Afinal de contas, competência não é definida por nenhuma destas situações.
Quer saber como desenvolver um RH inclusivo e assim tornar a empresa um lugar mais democrático? Acompanhe neste texto!
O que é RH Inclusivo?
Uma pesquisa (consultoria Mais Diversidade) apontou que, para o profissional LGBTQIAPN+, o mais importante na carreira é ter um ambiente inclusivo. Esta foi a resposta para 74% dos entrevistados no estudo e mostra como um RH Inclusivo pode ajudar.
Ter um setor de Recursos Humano assim diz muito sobre todos os conjuntos de ações que a empresa adota para contratar, treinar, dar um plano de carreira a talentos que fazem parte dessa diversidade. Porém, mais que isso, além da oportunidade é fazê-las se sentirem parte da organização empresarial.
Por isso, a equipe de recursos humanos não deve apenas se atentar ao recrutamento de pessoas que se enquadram na diversidade. É preciso também aplicar iniciativas, ações e orientações para que todos os colaboradores enxerguem e aceitem as diferenças entre todos os profissionais. Isso, como dissemos, pode estar relacionado a:
- gênero;
- etnia;
- orientação sexual;
- nacionalidade;
- faixa etária;
- posição social;
- pessoas com deficiência;
- opinião política.
Neste sentido, não há barreiras, preconceitos ou qualquer outro tipo de discriminação. Em um RH inclusivo, a identidade de cada profissional e suas diferenças são respeitadas e preservadas. Ao seguir esta linha de contratação, a organização valoriza a pluralidade no ambiente de trabalho e valoriza o que é mais importante dentro da empresa: a competência e as soft skills.
Como criar um processo seletivo inclusivo?
O primeiro passo para ter um RH inclusivo, sem dúvidas, é o processo seletivo. Porém, isso também não dá para a organização o “selo” de inclusiva, já que para isso é preciso outras ações que vamos ver mais para frente.
No processo seletivo, é fundamental se atentar se a divulgação das vagas está sendo bem-feita e que chegue a diversos profissionais. Busque sempre novos círculos profissionais para divulgar as vagas, assim captará uma diversidade maior.
Com a primeira etapa do processo concluída, as entrevistas também devem ser inclusivas. Uma opção é fazer o recrutamento às cegas, seja na entrevista ou retirando os dados pessoais dos currículos. Assim, os gestores terão informações básicas sobre as competências profissionais e a análise dos currículos será mais imparcial.
A tecnologia também pode ajudar a ter um recrutamento inclusivo e mais justo. Com ajuda da inteligência artificial é possível analisar informações baseadas nos dados profissionais. Isso torna o processo, além de mais ágil e eficiente, mais justo.
Importante dizer que você pode contar conosco, o Grupo Seres é autoridade no serviço de R&S já por quase 60 anos, sempre se atualizando e trazendo o que há de melhor para o processo. Estamos à disposição para ajudar.
Uma empresa não se torna inclusiva com apenas uma ação e do dia para a noite. É preciso várias outras atitudes e desenvolver um conceito dentro das equipes. Somente assim o RH construirá na empresa um ambiente sem preconceitos.
Qual a importância de uma empresa inclusiva?
Além do recrutamento, outras ações devem ser tomadas para que o RH seja inclusivo. Os espaços corporativos são convidativos para diversos profissionais? Eles têm a acessibilidade? O plano de carreira contempla a diversidade?
Só um exemplo da falta de diversidade básica dentro das empresas brasileiras. Uma pesquisa da Grant Thornton apontou que as mulheres estão em apenas 38% dos cargos de liderança nas empresas. Quando falamos na questão de etnias, o número é pior ainda. De acordo com uma pesquisa da Vagas.com, menos de 5% dos trabalhadores negros têm cargo de gerência.
Por isso, não basta ter a diversidade dentro da empresa, mas é preciso valorizá-la. A representatividade também deve estar em cargos de gestão e de liderança. O público no geral espera que as empresas não apenas aceitem a diversidade, mas ofereçam chances de crescimento.
Quais os benefícios para a empresa?
Além da valorização da empresa perante a sociedade, a inclusão no mundo corporativo traz outros benefícios. Para citar alguns, temos:
- estímulo à criatividade;
- maior inovação de ideias;
- diminuição de atritos interpessoais;
- valorização do profissional;
- maior chance de contratar bons profissionais;
- menos turnover;
- aumento no resultado da empresa.
Em resumo, ao dar aos funcionários um espaço com diversidade, as diferenças serão valorizadas e as equipes terão liberdade para se expressar sem repressão. Isso aumenta a criatividade organizacional, desenvolvendo novas ideias.
Além disso, quando um colaborador entende a diversidade do outro, a chance de conflitos é bem menor. A tolerância se torna peça-chave neste cenário, melhorando o clima organizacional.
Como fazer um RH inclusivo?
A comunicação corporativa, voltada para a inclusão, é um dos principais fatores para que o RH inclusivo funcione. Além disso, adaptar o ambiente para uma boa integração de todos os funcionários. É possível treinar a equipe para prezar pela inclusão, lembrando que é uma responsabilidade de todos.
A inclusão dentro do ambiente de trabalho é algo que o RH deve fazer trabalhando a cultura organizacional. O fundamental é atrair sempre candidatos potencialmente capacitados a entender esta nova realidade e, mais do que isso, aceitá-la e respeitá-la.
Palestras, cursos, treinamentos e depoimentos dos próprios funcionários ajudam com que todos dentro da empresa tenham uma melhor visão da diversidade. Participar também de eventos voltados ao público e a inclusão social são boas ferramentas para que os colaboradores se integrem neste meio.
Faça a inclusão na sua empresa!
Você viu neste post como o RH inclusivo pode ajudar a melhorar a imagem de uma marca, ter um recrutamento justo e eficiente. Assim, a empresa melhora a sociedade de alguma maneira.
Por fim, isso faz com que a organização tenha um Employee Value Proposition (EVP), que é uma proposta de valor ao empregado, com a missão de reter talentos.
Para fechar, queremos dizer que você pode contar conosco para ajudá-lo na implementação de muito do que falamos aqui. O Grupo Seres é autoridade em consultoria de RH já por quase 60 anos, sempre se atualizando e trazendo o que há de melhor para os processos. Estamos à disposição, fale conosco aqui .

